Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/09/2019

Em meados de 1943, durante o nazismo, a imprensa alemã divulgava nos jornais que Hitler seria um excelente líder, no qual, retrata a manipulação das ações humanas em razão do uso das notícias falsas, que influenciou para uma manobra política. Não obstante, tal questão mostra-se presente na realidade brasileira através dos perigos das fake news e sua utilização como ferramenta de discussões e conflitos, consequência direta dos mecanismos virtuais como propagador e dos reflexos do individualismo contemporâneo. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.                                                                                                                                                             Convém ressaltar, a princípio, a pouca abrangência da fiscalização virtual e sua contribuição para a continuidade da problemática. Quanto a esse fator, é válido considerar a alta capacidade publicitária da web, bem como sua consolidação enquanto espaço ideológico. Sob esse aspecto, o instituto de tecnologia de Massachussetts, afirma que as fake news se espalham 70% mais rápido que notícias verdadeiras na internet, justificando, assim, o constante compartilhamento de conteúdos que podem ser adquiridos pelos usuários, de modo a fortalecer os sites de notícias que buscam apenas visualizações.        Paralelo a isso, a imperícia social vinculada ao déficit em identificar imagens manipuladas fomenta a perpetuação do impasse. Nesse viés, a sociedade ainda não é capacitada a diferenciar uma informação sem conhecer sua veracidade. Segundo Bauman, sociólogo polonês, a principal característica da contemporaneidade é a falta de alteridade. Ademais, a formação de indivíduos vulneráveis possibilita a ação do mecanismo que pode transformar mais divulgação das fake news, tornando-os passíveis de alienação.                                                                                                                                                          Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para a prevenção do entrave abordado. Posto isso, cabe ao Ministério da ciência e tecnologia em parceria com a ARNANET (órgão responsável pela Autorregulação da internet), promover fiscalizações nas indústrias de conteúdos digitais, substituindo os anúncios apelativos por avisos informativos nas publicidades de cada site, que vise a elucidar a população quanto aos riscos da navegação na rede. É imprescindível, também, que o governo priorize palestras e aulas práticas sobre o uso da propagação de notícias, mediadas por técnicos e professores da área, objetivando a prevenção de casos de manipulação de informações. A fim, de que a comunidade no geral, por conseguinte, conscientizem-se.