Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 26/09/2019
Não é de hoje que mentiras são divulgadas como verdades, porém, com o uso das redes sociais esse tipo de publicação se propagou. Fake news, termo em inglês utilizado para se referir a falsas informações divulgadas na internet. Apesar do parecer recente, o termo é utilizado desde o século XIX, entretanto se popularizou durantes a eleição de 2016 nos Estados Unidos, na qual Donald Trump tornou-se presidente.
Os objetivos dos criadores de noticias falsas são diversos, em alguns casos, os autores criam manchetes absurdas com o intuito de chamar atenção e atrair acessos aos sites e, assim, faturar com a publicidade digital. No entanto, além da finalidade puramente comercial, as fake news podem ser usadas apenas para criar boatos, por meio de mentiras e da disseminação de ódio. Dessa maneira, prejudicam-se pessoas comuns, celebridades, políticos e empresas.
Um exemplo de uma das fake news mais disseminadas em 2018 já circulava pelas redes sociais quando foi reforçada por Jair Bolsonaro. O então candidato a presidente pelo PSL mostrou o livro “Aparelho Sexual e Cia” em entrevista ao Jornal Nacional, em 28 de agosto de 2018, afirmando que ele faria parte de um “kit gay” distribuído a escolas durante os governos petistas. O livro nunca foi distribuído nas escolas e o kit gay não existia, mas o estrago foi feito.
A maneira mais efetiva de diminuir os impactos das fake news é cada cidadão fazer sua parte, compartilhando apenas aquilo que tem certeza de que é verdade. O ideal é duvidar sempre e procurar informações em outros veículos, especialmente nos conhecidos como grande mídia. No Brasil, existem agências especializadas em checar a veracidade de notícias suspeitas e de boatos, as chamadas fact-checking. Alguns grandes portais de notícias também criaram setores para checagem de informações.