Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 19/10/2019
A revolução tecnológica das ultimas décadas vem criando uma complexa rede de comunicação, na qual a velocidade e a instantaneidade do fluxo de informações se tornou uma característica marcante da época atual. Contudo, no Brasil, pessoas e empresas se aproveitam do fácil acesso da população à internet para disseminarem notícias e informações falsas, a fim de se obter lucro e visibilidade. Nesse sentido, é necessário discutir os principais aspectos inerentes a essa questão no país, em prol da promoção do bem coletivo.
Em primeira análise, é importante destacar que a sociedade contemporânea mundial está passando pela chamada “era da informação online”, que se caracteriza pelo acesso rápido e fácil à notícias e informações através da internet e das redes sociais. No entanto, esses meios de comunicação apresentam muitas fragilidades que contribuem para a disseminação das “fake news”, uma vez que privilegiam o número de curtidas e de visualizações, e não a veracidade do conteúdo publicado, como é o caso do Facebook e do Youtube; duas das maiores redes de compartilhamento de informações do planeta. Além disso, quem fiscaliza as fake news são as próprias empresas de informação – Google e Facebook –, o que é inaceitável, já que os mesmos cooperam de certa forma para a disseminação de notícias e informações falsas no Brasil e no mundo.
Em segunda análise, infere-se que o compartilhamento de informações falsas afeta diretamente o convívio em sociedade, já que movidas pelo ódio, pessoas agem erroneamente devido a convicções precipitadas. A exemplo disso foi o que ocorreu em 2014, na cidade do Guarujá em São Paulo com uma dona de casa, que foi espancada até a morte por moradores da cidade, após a divulgação de boatos de envolvimento dela em rituais de magia negra com crianças. Diante desse acontecimento e de outros parecidos, fica evidente o quanto as fake news podem ser prejudiciais à sociedade brasileira, levando até mesmo cidadãos a cometerem crimes de alta gravidade como o homicídio.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Dessa maneira, urge que o Estado por meio de envio de recursos ao Ministério da Ciência e Tecnologia, construa centros de inteligência ao redor do país, capacitando profissionais da área jornalística e tecnológica, através de cursos com psicólogos e programadores de softwares, além de criar e divulgar companhas publicitárias nas mídias sociais, com o intuito de desenvolver o senso crítico dos usuários em relação ao compartilhamento de notícias falsas. Com essas ações, espera-se diminuir os prejuízos causados à população com a disseminação das fake news no Brasil.