Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 25/10/2019
Getúlio Vargas, durante o Estado Novo, criou o DIP - Departamento de Imprensa e Propaganda -, a função desse órgão era potencializar, através de mentiras, a popularidade do presidente. Atualmente, tal veículo comunicativo está inativo, entretanto, nota-se a sua herança nos perigos das Fake News na era da informação, seja por fragilizar a democracia, seja por propiciar a polarização política.
Primeiramente, vale ressaltar que o uso de noticias falsas fragiliza o poder compartilhado. Nesse contexto, percebe-se que essas informações infundadas proporcionam sensações fraudulentas. Segundo o conceito de Pós-Verdade, aprovado pelo Dicionário de Oxford, o indivíduo forma a sua opinião fundada em crenças, em vez de verdades concretas. Diante disso, observa-se que a democracia é enfraquecida quando os cidadãos se baseiam em emoções para escolher o seu representante político. Sendo assim, vê-se que as fake news são um risco ao sistema de poder compartilhado e, por conseguinte, torna-se necessária uma medida estatal.
Além disso, convém analisar que o emprego de informações inverídicas acarreta na polarização política. Ademais, entende-se que esse fenômeno ocorre devido ao radicalismo entre duas ideias e, infelizmente, as fake news intensificam esse choque ideológico. Conforme Roberto Damatta, antropólogo brasileiro, o homem cordial age com o coração, contrário a racionalidade e, em muitas vezes, nega a ética e a civilidade. De acordo com esse pensamento, depreende-se que essas atitudes propiciam um cenário de inimizade, o qual propicia a polarização política.
Em síntese, portanto, cabe ao Ministério da Educação a função de executar palestras, nas escolas, sobre a identificação de noticias falsas. Por meio de cartilhas disponibilizadas pelo MEC, professores, alunos e responsáveis devem debater acerca de como verificar a veracidade da informação, de modo que esses cidadãos sejam imunes aos ataques de fake news, para que o ocorra a diminuição da radicalização política. Desse jeito, as características do DIP ficará contida apenas nos livros de história.