Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 25/10/2019

Consoante a Constituição Federal, é imprescindível o desenvolvimento nacional pela República Federativa. Contudo, o estigma alusivo á fake news, fator que corrompe a conjuntura social, impossibilita a realização do que reza a lei de 1988, seja por inabilidade governamental, seja por ausência de senso crítico ao que é exposto.

Deve-se pontuar, de início, que a imparcialidade governamental na consolidação de métodos contra a disseminação de notícias falsas gera vulnerabilidade à sociedade. No livro Utopia, de Thomas More, é retratada uma ilha imaginária com condições favoráveis para a prosperidade de seu conjunto populacional, por conseguinte, a sociedade perfeita. Todavia, com o advento da globalização as informações tendem a se tornar imediatas, o que torna os índices de afetados pela fake news progressivo, de modo que influencie na segurança digital dos usuários, tornando o ambiente propenso a conflitos pela ausência de segurança informacional. Sob essa lógica, reconhece-se o antagonismo do Estado a obra de More, à medida que se tornam omissos ao bem-estar de internautas no campo virtual. Ademais, presencia-se a depreciação do senso crítico de civis quanto ao que é exposto.

Conforme o filósofo Émile Durkheim, o ser só poderá agir quando possuir conhecimento sobre o contexto que está inserido, sabendo quais são suas origens e das condições que depende. No entanto, ao observar o atual cenário brasileiro, nota-se a negligência de indivíduos quanto a veracidade de notícias apresentadas, demonstrando a dependência ao senso comum. Historicamente, a Segunda Guerra Mundial foi marcada pela manipulação da mídia para alinhar esse meio ao regime autoritário, agente esse que pode se tornar ferramenta para manobras populacionais, comprometendo vieses críticos afirmados por Durkheim.

Portanto, dada a problemática, o Ministério da Educação (MEC) deve promover, por meios de verbas governamentais, palestras educacionais no sistema educacional brasileiro. Tais palestras devem ser ministradas por profissionais da tecnologia, com o intuito de incentivar o senso crítico de alunos de ensino médio e fundamental, advertindo sobre as características das supostas fake news e como elas podem atingir o corpo social, além de promover páginas virtuais com a finalidade de conter essas notícias, por denúncias anônimas, que promoveram a fiscalização dessas. Assim, a Constituição será efetivada na prática.