Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/10/2019

Com o advento da quarta revolução industrial, as notícias que antes eram divulgadas apenas em jornais impressos, redes de televisão e rádio, passaram a ser também transmitidas por redes sociais e sites da internet, possibilitando o poder a quem recebe a notícia em compartilha-la instantaneamente nos dispositivos eletrônicos, tais quais celulares e computadores. Entretanto, disseminadores de “Fake News” - termo em inglês para notícias falsas - viram um ambiente fértil e poderoso no âmbito virtual, visto que a facilidade de propagação e velocidade de transmissão são intrigantes, trazendo assim, desinformação e até manipulação dos fatos para a população, o que evidencia a necessidade do Estado em parceria com a sociedade remediar tal problemática.

Primeiramente, as notícias falsas são tão prejudiciais que podem comprometer a vida dos cidadãos, inclusive os destinos de uma nação. Um exemplo histórico foi o caso das cartas falsas, em que o Correio da Manhã, em 1921, publicou duas cartas as quais insultavam os políticos Nilo Peçanha e Hermes da Fonseca, e além disso, possuía a falsa autoria de Artur Bernardes, candidato à presidência na época. Mesmo Bernardes desmentindo a autoria da carta, os opositores pediram a renúncia da candidatura dele. No entanto, os falsários Lacerda e Guimarães assumiram a autoria das cartas apenas em 1929. Dessarte, o poder destrutivo das notícias falsas é inegável e exige o discernimento por parte da população em buscar as fontes e a alteridade dos pontos de vista sobre os fatos.

Ademais, a mentira nos meios de comunicação de massa pode ser utilizada para ludibriar e moldar a opinião popular, prejudicando a saúde dos cidadãos. Um exemplo atual é a volta de doenças consideradas erradicadas no país, como o sarampo, que vieram a se tornar novamente preocupantes.  Inegavelmente, mentiras a respeito das vacinas divulgadas em sites ditos científicos convenceram muitas mães a não vacinar seus filhos, pois era dito que essas vacinas desenvolviam o autismo nas crianças, prejudicando assim, a saúde dos cidadãos. Diante disso, é necessário uma abordagem assertiva a respeito das medidas de saúde ofertadas pelo Estado nos meios de comunicação, para não haver desconfiança e falsas suposições.

Portanto, para que os perigos das “Fake News” na era da informação seja neutralizada, urge que o Ministério da Educação crie, por meio verbas governamentais, campanhas publicitárias educativas nas mídias sociais e redes de comunicação de massa que demonstrem o que são as “Fake News” e os malefícios que elas trazem consigo, exibidas por profissionais capacitados do jornalismo que expliquem a importância de checar as fontes antes de compartilha-las, a fim de conscientizar a população e evitar calamidades.  Nessa perspectiva, a população obterá mais dignidade e consciência crítica.