Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 18/02/2020
Nas eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2016, houve uma grande polêmica envolvendo a então candidata Hillary Clinton, a qual teve sua imagem gravemente afetada. Posteriormente, a informação que vilipendiou a campanha da democrata foi confirmada como uma fake news: um relato inverossímil publicado em meios de comunicação e mídias sociais cujo objetivo é lesar leitores e demais alvos. Destarte, medidas de verificação e conscientização são necessárias para minimizar os efeitos causados pela disseminação desses boatos.
Em primeira análise, a velocidade com que uma notícia é lançada na mídia causa controvérsias, uma vez que pode ser lida por milhares de internautas antes de sua verificação. Assim, a parcela da população menos instruída a detectar informações não verídicas é altamente lesada.
Em vista disso, os cidadãos atingidos direta ou indiretamente pelas notícias falsas podem tornar-se vítimas de graves consequências, visto que existe a circulação de fake news que comprometem a dignidade e reputação de figuras públicas, políticas, instituições e empresas e outras que põe em jogo a saúde de muitos indivíduos - como o boato disseminado em redes sociais que afirmava que vacinas eram prejudiciais à vida de crianças e adultos. Isto posto, a permanência desse tipo de informação na mídia pode afetar diversas camadas da sociedade.
Em face a essa realidade, o Ministério da Saúde criou um espaço exclusivo em sua plataforma para tirar dúvidas sobre mitos e verdades de doenças e medicações. Portanto, é mister que demais camadas do Estado, como os Ministérios da Educação e Telecomunicação, em parceria, sigam esse exemplo e promovam campanhas escolares e midiáticas a fim de alertar os brasileiros sobre características comuns e perigos das fake news, instruindo os cidadãos a detectá-las e pesquisar arduamente antes de crer e compartilhar atrocidades. Por conseguinte, o governo brasileiro tornaria seu povo menos leigo e manipulável e evitaria situações alarmantes como a polêmica eleição de Donald Trump.