Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 12/02/2020

Nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016, houve uma grande polêmica envolvendo a então candidata Hillary Clinton, a qual teve sua imagem gravemente afetada. Posteriormente, a informação foi confirmada como uma fake news, vilipendiando a candidata democrata e tendo grande influência em sua derrota. Esse caso é somente um exemplo do poder do compartilhamento de notícias falsas, as quais tornaram-se absurdamente comuns com o avanço da tecnologia e mídias sociais. Dessa forma, medidas são necessárias para minimizar a disseminação de boatos inverossímeis.

Em primeira análise, a alta velocidade com quem uma notícia é lançada na mídia causa controvérsias, uma vez que pode ser lida por milhares de internautas antes de sua verificação. Assim, a parcela da população menos instruída a detectar informações não verídicas é altamente lesada.

Em vista disso, os cidadãos atingidos pelas notícias falsas podem ser vítimas de graves consequências, visto que existe circulação de fake news que comprometem a saúde e dignidade de crianças e adultos, como o boato cujo objetivo é afirmar que vacinas são altamente prejudiciais à saúde. Ademais, notícias falsas têm o poder de destruir reputações de figuras públicas, políticas, instituições e empresas, afetando várias camadas da sociedade.

Em face a essa realidade, urge ao Estado, através dos ministérios de Telecomunicação e da Educação, promover campanhas escolares e midiáticas a fim de alertar a população sobre características comuns e perigos das fake news, instruindo-os a detecta-las ou pesquisar afundo antes de deixar-se manipular por atrocidades. Assim, o governo brasileiro tornaria seu povo menos leigo e manipulável, e, assim, evitaria situação alarmantes como a polêmica eleição ganha por Donald Trump.