Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 27/03/2020

Certa vez, o filósofo francês Renê Descartes proferiu a seguinte frase “Penso, logo existo”. Essa citação, apesar de antiga é atemporal, pois dá a entender que o pensamento e o raciocínio são essenciais para se alcançar os objetivos e assim, aplica-se ao conceito contemporâneo de “Fake News”, que é a propagação de notícias falsas sem a verificação de sua veracidade, problema esse que é acentuado graças à existência das redes sociais e do fluxo constante de informação propiciado pela interação instantânea das pessoas através da internet. Essa problemática ocorre em virtude da divulgação dessas informações por pessoas desinteressadas ou mal-intencionadas e também da desonestidade ao serem criadas essas notícias baseadas em mentiras, que visam alterar o modo de pensar das pessoas e também o lucro.

Nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016, o na época candidato Donald Trump acusou as mídias jornalísticas de estarem cometendo “Fake News” e dessa forma prejudicando-o com notícias falsas. Sendo assim, esse termo se espalhou rapidamente e começou a ser amplamente difundido nas redes sociais e até mesmo em outros países, como no próprio Brasil. Desse modo, notícias falsas eram redigidas por jornalistas de maneira não imparcial, publicadas em sites de notícias na maioria das vezes pouco confiáveis e paralelamente divulgadas por pessoas desinformadas ou contrárias à eleição de Trump.

Inquestionavelmente, grande parte dos sites são monetizados e recebem dinheiro a partir da visualização de anúncios. Dessa maneira, os cliques de seus usuários são essenciais para que haja lucro e que o meio continue sendo financiado. Nesse sentido, os redatores procuram na maioria das vezes deixar suas matérias apresentáveis e sensacionalistas, de modo que as pessoas vejam-as, se interessem e acreditem no que foi lido. Esse é um catalizador para a criação de notícias falsas.

Em suma, para que os problemas supracitados sejam resolvidos é necessário que seja endurecida a punição para os criadores de boatos virtuais e que a fonte das informações compartilhadas sejam previamente verificadas, para que sejam confirmadas suas veracidades, fazendo assim, com que dados falsos com a finalidade de influenciar pessoas e levá-las à desinformação parem de circular pela web.