Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/03/2020
Não é de hoje que as chamadas Fake News são um problema. No século 17 os católicos viviam sob clima de constante tensão: Um protestante chamado Titus Oates criou um plano para manchar a reputação do fiéis. A Conspiração Papista era um esquema falso que afirmava que os católicos pretendiam assassinar o rei Carlos II da Inglaterra. O resultado desse ato ceifou a vida de 22 homens antes da mentira ser descoberta. O perigo das Fake News na era da informação é muito grande e pode causar impactos negativos na sociedade. Tal problemática ocorre em virtude de as pessoas compartilharem uma notícia sem checar sua fonte e também culpa de um sistema educacional falho que gera falta de conhecimento básico em política, economia e entre outras coisas e isso faz com que as pessoas acreditem em uma notícia fantasiosa. Em um primeiro momento é preciso dizer que uma pesquisa realizada pelo psiquiatra e diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria, Claudio Martins, afirmou que quando as pessoas recebem uma notícia que a agrada é estimulada uma área do cérebro que gera um prazer instantâneo, assim como as drogas. Nesse sentido, as pessoas compartilham sem checar a fonte apenas porque a notícia o agrada. Sob esse prisma, uma pesquisa mostrou que 33,8% do consumo de notícias online vem das redes sociais e aplicativos de mensagens e a maioria dessa porcentagem compartilha sem verificar a fonte. Ademais, podemos perceber uma grande falha no sistema de educação brasileiro. Portanto, o sistema educacional está criando uma sociedade sem senso crítico. Afinal, uma população que não é estimulada a questionar acaba ficando incapaz de verificar uma informação. Uma pesquisa mostrou que 80% dos brasileiros acreditam em tudo que leem na internet e isso é graças ao sistema de educação que não forma pessoas com senso crítico. Em suma, é preciso que as pessoas criem uma consciência em não espalhar qualquer informação por aí, que elas procurem a verificar a procedência dessa mesma informação. Paralelamente, os meios comunicativos deveriam criar algum meio evitando que as pessoas enviem as chamadas “correntes de mensagens” pois muitas pessoas recebem uma notícia fantasiosa e dissemina ela enviando para todos os contatos de uma só vez. Deve-se destacar também que o governo deveria investir mais na área da educação formando assim cidadãos com o hábito de questionar, fazendo isso as pessoas passariam a averiguar a veracidade da informação recebida.