Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 27/03/2020

Alienação virtual

“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”. Frase dita pelo ministro da propaganda na Alemanha nazista, que a colocou em prática. Tendo em vista essa ideia, podemos associá-la as “fake news” na contemporaneidade, as quais distorcem fatos da realidade para que haja manipulação de opiniões. Com a rápida disseminação de informações, as notícias falsas são divulgadas e espalhadas para um grande número de pessoas em pouco tempo, gerando caos social.

Segundo o pensamento de Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar. Em uma atualidade que a dinâmica da vida e a velocidade da propagação da informação são fortalecidas pelas forças de mercado e produzem o esteriótipo de sucesso associado a conquista de bens materiais, impede que os indivíduos reflitam sobre a veracidade do conteúdo informativo recebido. Outrossim, o analfabetismo funcional de uma parcela da população favorece a proliferação das “fake news”, visto que não conseguem ter capacidade de interpretar o que estão lendo.

É importante ressaltar a mídia como principal difusora de informações, assim como as redes sociais, onde muitas das vezes são as principais fontes de inverdades e notícias sensacionalistas. Logo, surge o conceito de pós-verdade, onde os fatos verídicos tem menor importância ao moldar a opinião pública, com o maior objetivo de atingir o emocional do leitor, outro fator que beneficia desordem na população.

Portanto, é preciso que haja maior acessibilidade à internet aliada a uma educação digital por meio de aulas de informática nas escolas e de instrução sobre o uso das redes. O Governo Federal em conjunto das mídias sociais e rádios devem promover o esclarecimento dos indivíduos, por meio de debates informativos. Espera-se, com isso, construir uma sociedade mais crítica sobre os dados que lê e que prese pela verdade no que compartilha.