Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 27/03/2020

Fake news: o termo consiste na distribuição deliberada de desinformação ou boatos, com a intenção de enganar, difamar ou caluniar. Estas notícias sempre estiveram presentes na história humana, e vêm ganhando mais força conforme a modernidade dos mecanismos de comunicação. Sem dúvidas, é necessário compreender os perigos que elas trazem para, então, acabar de uma vez por todas com elas.

O código penal brasileiro diz que calúnia e difamação podem levar a detenções, fato que na prática não ocorre com facilidade. Graças ao avanço da Internet, qualquer pessoa tem liberdade de expor suas opiniões publicamente através das redes sociais, aumentando, consequentemente, o número de “Fake News” propagadas. Infelizmente, são poucos os casos que o indivíduo divulga uma notícia falsa por tais meios e é penalizado pela justiça. Na sua maioria, a publicação é denunciada e somente excluída, resultando, às vezes, no banimento da conta do usuário. Ou seja, a gravidade dos danos morais de quem foi afetado por essas informações ultrajantes não é levada a sério.

Por exemplo, na pandemia atual do coronavírus, que é proveniente da China, muitas pessoas têm praticado a Sinofobia virtualmente, que consiste no sentimento anti-chinês, através de boatos sobre este país ter inventado o vírus em laboratório e disseminado mundialmente. Não existe nenhum embasamento científico que comprove esta informação, mas, mesmo assim, ainda há a divulgação dela. Como resultado, os chineses são ferozmente atacados, difamados e ameaçados, tudo por culpa da alienação que a propagação de “Fake News” causa.

Portanto, verifica-se a necessidade de barrar essas mentiras para diminuir o alheamento tóxico da sociedade. Para tal, o Ministério da Justiça, em parceria com as redes sociais, deve enrijecer a fiscalização sobre as notícias falsas, a fim de aplicar com maior eficácia a penalidade imposta pelo código penal, citada anteriormente. Assim, será garantida a preservação da integridade daqueles afetados pelas famosas “Fake News”.