Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 29/04/2020
Na era globalizada da informação é cada vez mais comum a prática da chamada “fake news”, que é usada, muitas vezes, para disseminar desinformação através de ataques virtuais organizados na deep web. Dessa forma, nota - se que a falta de checagem das notícias pelos usuários junto a impunidade dos disseminadores de fake news é a principal causa de chegarmos nesse cenário.
Nesse viés, o habitual uso de informações falsas com o intuito de espalhar e até difamar adversários políticos ou pessoas públicas através de grupos em redes sociais tem sido utilizado com frequência. A priori, essas informações são disseminadas em grupos de Whatsapp em larga escala com o intuito de atingir pessoas que são facilmente manipuladas e que não têm o hábito de checar notícias em veículos tradicionais de imprensa. Nesse sentido, segundo o IBGE em 2018, apenas 30% das pessoas checam à veridicidade da notícia que leem diariamente. Logo, fica evidente que à utilização de fake news é facilitada quando a população não procura por fontes mais confiáveis de informação.
Além disso, a ausência da tipificação do crime de fake news na internet facilita o uso exponencial dessa ferramenta nas redes sociais, nos quais grupos oriundos da “deep web” criam perfis falsos e, em muitos casos, utilizam até robôs a fim de disseminar à informação mais rapidamente. Nesse ínterim, o filósofo Luiz Pondé salienta que qualquer informação deve ser checada até 3 vezes, em lugares diferentes, a fim de evitar uma possível notícia falsa. Nesse contexto, é determinante a tipificação do crime de fake news com o objetivo de mitigar à propagação de notícias falsas na web.
Portanto, cabe ao Legislativo, por meio de uma medida provisória, tipificar a fake news na internet. Essa medida faria com que pessoas que espalhem notícias falsas utilizando robôs e programas mal intencionados sejam processadas e presas pelo uso indevido desses meios. Com isso, a propagação de fake news será dificultada na internet.