Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/05/2020

Como já dizia um velho ditado “informação é poder”, no entanto muitas pessoas não se usam dessa máxima para confrontar aquilo que lhes é apresentado em primeira mão - seja nas reportagens da mídia tradicional, seja nas redes sociais. Sob essa ótica, atualmente, o Brasil enfrenta um aumento considerável no compartilhamento de informações inverídicas, muitas sem base científica, trazendo riscos importantes à saúde das pessoas. Isso se evidencia tanto pela uso de substâncias sem consentimento dos profissionais de saúde quanto pela negação de fatos concretos da realidade.       Primeiramente, torna-se indispensável discutirmos sobre o uso de drogas sem eficácia comprovada pelo órgãos reguladores. É muito trivial, na rede, encontrarmos “bloggers” e grupos de redes sociais promoverem o uso de substâncias para tratar problemas de saúde. Cabe ressaltar que, recentemente, na pandemia causada pela infecção do coronavírus, muitos indivíduos e alguns profissionais de saúde têm estimulado o uso do medicamento hidroxicoroquina (sem comprovação de eficácia) via redes sociais, como denunciado na revista Veja e no jornal Estado de São Paulo. É inconcebível, pois, tolerar que alguns se utilizem de sua liberdade de expressão para espalhar falsa esperança sobre cura de doenças, estimulando a compra desenfreada de drogas cujos efeitos colaterais são deletérios.

Somado a isso, ainda considerando essa pandemia, muitos brasileiros têm negado a existência desse vírus. Embora esteja evidente o número cada vez maior de mortes no mundo e, inclusive no país, com superlotação das UTIs hospitalares, convivemos com a negação desse fenômeno. Como consequência disso, segundo reportagens recentes do Portal G1 e do Folha de São Paulo, diversas pessoas não estão cumprindo as orientações do Ministério da Saúde, como o isolamento social e o uso de máscaras. Isso ocorre, sobretudo, porque muitos acreditam nas informação falsas cujos conteúdos afirmam a inexistência do patógeno. Infelizmente, apesar dos dados oficiais sobre o possível colapso no sistema de saúde, muitos irão padecer dessa infecção viral - por não checarem a veracidade dessas informações -, e ficarão sem acesso aos leitos hospitalares.

Impende, destarte, ação conjunta da sociedade civil e do Estado para dirimir essa aumento desenfreado da propagação de notícias enviesadas. Logo, urge ação conjunta dos poderes legislativo/ judiciário para punir legalmente o indivíduo e/ou empresas que pratiquem tal ação. Isso pode ser feito por meio da aprovação de leis que tipifiquem essa prática como atentado à saúde pública, com penalidades na esfera civil, criminal e multa. Espera-se, dessa maneira, preservar a saúde e o bem estar dos brasileiros, na construção de uma socidade mais justa e humana.