Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 03/05/2020

De acordo com o filósofo grego Platão , em sua obra “A República’’, os indivíduos deveriam viver com sabedoria e com justiça, o que favoreceria a contemplação da necessidade de todos e destituiria os problemas sociais.Contudo, na contemporaneidade, a dificuldade em lidar com os perigos das “Fake News’’ na era da informação tem contrariado o raciocínio do antigo pensador, já que a integridade de muitas pessoas tem sido violada por atos deliberados e imorais.Dito isso, as mudanças comportamentais e a discriminação são pontos que valem ser destacados no Brasil.

Diante desse cenário, é válido ressaltar, inicialmente, que a propagação das “Fake News” reflete os costumes estabelecidos pela população em um certo período histórico.Sobre isso, o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, em seu livro “Raízes do Brasil’’, relatou que os indivíduos se relacionam de acordo com uma cultura local.Nesse sentido, a veiculação de imagens e de informações pela mídia sem um embasamento científico, sendo intensificada com a Revolução informacional do século passado, evidencia um estigma que tem atingido a conduta social, já que muitas notícias falsas, como as de teor político e das possíveis curas de enfermidades, como do Coronavírus, têm proporcionado posturas que afrontam o equilíbrio da sociedade, como manifestações e histeria coletiva.Tal contexto denota, por conseguinte, um quadro de caos que precisa ser combatido, uma vez que, segundo o jornal ‘‘Folha de São Paulo’’, as “Fake News” aumentaram em mais de 10% no primeiro trimestre de 2020.

Além disso, a discriminação tem acompanhado as notícias falsas no país.Isso ocorre porque, conforme o filósofo francês Bourdieu, os preconceitos ocorrem devido a perpetuação de valores sobre determinados segmentos sociais.Nesse viés, a intolerância às religiões de matriz africana, vista desde o contexto da colonização, torna-se materializada e e difundida em diversos canais midiáticos, o quais, muitas vezes, relacionam, de forma imoral, tais manifestações a seitas demoníacas e a atos macabros, como presenciada pela Macumba.Não é de estranhar, portanto, que as discriminações sejam recorrentes no ‘‘Facebook’’, pois, além de permitir a criação de perfis falsos, tal aplicativo permite a disseminação de informações infundadas , as quais geram pânico e incertezas para os internautas.

Desse modo, os perigos das “Fake News’’ são um empecilho que precisa ser minimizado.Assim, as Escolas, com seu caráter pedagógico, deve conscientizar a sociedade sobre as posturas corretas frente aos casos  de notícias falsas, por meio de mostras científicas e de palestras, com o fito de garantir o bem-estar social.Ademais, as ONG’s, juntamente com as empresas detentoras de aplicativos virtuais, devem combater os casos de discriminação na internet, por intermédio de redes de denúncias nos locais de entretenimento, com o intuito de harmonizar as relações entre as distintas culturas no país.