Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 28/05/2020

Na década de 1930, Getúlio Vargas elaborou, junto ao exército, o Plano Cohen, um falso artigo com as premissas de que comunistas queriam desestabilizar a ordem e tomar posse do poder. A notícia foi disseminada, promovendo caos social, e usada pelo presidente para impor sua ditadura, de modo a manter a estabilidade. Na contemporaneidade, principalmente no Brasil, a divulgação de artigos e notícias falsas intensificaram-se sobretudo nas redes sociais, causando transtornos sociais e prejudicando a promoção da verdade, fator essencial para desenvolvimento do país.

Deste modo, é fundamental a realização de medidas do Governo, de instituições e da população, de modo a reduzir esse fluxo de notícias sensacionalistas. Com a ascensão da Terceira Revolução Industrial, pós Segunda Guerra Mundial, o meio técnico científico informacional consolidou-se e a sociedade passou a conviver diante de um intenso fluxo de informações e comunicação. No entanto, a proliferação de notícias falsas, principalmente nas redes sociais, demonstra que essa nova fase do mundo globalizado pode ser prejudicial ao desenvolvimento social do país, por dificultar a busca da razão e da verdade dos fatos, fatores essenciais para a promoção de diálogos benéficos para atingir o bem-estar comum.

Não obstante, a sociedade passou a ser regida pela era da pós-verdade, ou seja, para uma porção populacional, os fatos tornaram-se fluidos, as informações não precisam ser comprovadas, mas somente repercutidas para que haja aceitação. À vista disso, ocorre a formação de um “mercado de notícias”, indústrias elaboram notícias de cunho sensacionalista de modo a persuadir o leitor e esse disseminar informações e atingir o objetivo de expandir notícias falsas em escala global. Além disso, diante da consolidação de polarizações políticas, nota-se a retomada de articulações de regimes totalitários, já que muitos partidos passaram a manipular notícias para a propagação de ideologias, de modo a alienar a sociedade a aceitar determinado governo no poder.

Portanto, de modo a reduzir a incidência de notícias falsas, cabe ao Governo, por meio do Poder Legislativo, aprovar a lei que tramita na Câmara dos Deputados, que criminaliza a divulgação de notícias falsas, de modo que a sociedade seja privada de conviver com essas informações prejudiciais ao desenvolvimento social. Soma-se a isso a ação dos principais meios de divulgação dessas notícias na atualidade, como “facebook” e “google” juntarem-se aos setores de investigação para tirar do ar as principais páginas que utilizam a plataforma para divulgar esses embustes. Além disso, cabe ao setor midiático promover propagandas de cunho educativo, auxiliando a população no reconhecimento dessas farsas, de modo a reduzir o compartilhamento dessas no âmbito social.