Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/06/2020

No Regime de Getúlio Vargas foi implantado o Departamento de imprensa e propaganda, DIP, o qual, naquela época, ludibriava a massa com notícias falsas e censuras. Hodiernamente, tal departamento não existe mais, entretanto, as fake news ainda persistem como um entrave a ordem social. Portanto, é necessário discorrer sobre como tal notícias contribuem para a falta de senso crítico da população e como consequência a alienação social.

Mormente, a disseminação de propaganda falsas tem como grande aliada a população em geral. Visto que, a falta de ceticismo das pessoas com o conteúdo que leem, faz com que elas compartilhem o mesmo sem verificar sua veracidade, ou mesmo sabendo de sua não veracidade insistem em repassa-la, quadro que se intitula como crime de incitação ao pânico, como diz o artigo 41 da lei das Contravenções Penais. Essa falta de senso crítico com o que vê na internet, deve ser desconstruída, sob pena de prejuízo a ordem social.

Consequentemente, a não aplicabilidade do ceticismo ocasiona um quadro crônico de alienação social. Para o escritor norte americano, Mark Twain, é mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que foram enganadas, fato que ocasiona um entrave no combate as fake news, pois, assim como no “Mito da caverna” de Platão, esses indivíduos apresentam dificuldade de sair do senso comum, da caverna, e adquirir o senso crítico, ver a luz. Com isso, a ignorância e alienação destas pessoas a levam a pôr em risco a ideia de um Brasil justo e solidário.

Destarte, medidas são necessárias a fim de combater os grandes perigos das Fake News na era digital. Logo, cabe ao Ministério da Educação em parceria as mídias, promoverem a Educação Digital dos brasileiros, por meio de palestras e campanhas publicitárias, incentivando o senso crítico e ceticismo das pessoas, a fim de dar um fim definitivo a disseminação e eventuais consequências das fake news. Para, somente assim o Brasil sair da caverna e finalmente ver a luz.