Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/06/2020

Segundo o escritor norte americano Mark Twain: “é mais fácil enganar as pessoas, do que convencê-las de que foram enganadas”. De tal modo, percebe-se que a propagação de notícias falsas se dá de maneira fácil, enquanto a verdade se torna obsoleta. Logo, pode-se dizer que a negligência dos internautas contribui para essa difusão de falsos dados, uma vez que poucas pessoas checam a fonte de uma matéria antes de compartilha-la. Dessa forma, pode-se causar confusão na opinião dos indivíduos, que muitas vezes são levados a crer que a noticia sendo divulgada pelas páginas e sites é verídica, e não uma armadilha para ganhar visibilidade no cenário virtual e gerar atrito entre os leitores. Uma vez que, ligado com fanatismo e egocentrismo, isso pode gerar uma situação violenta.

Primeiramente, cabe destaque não só à negligência dos consumidores diante de um fato tendencioso, mas também à má índole dos administradores dos veículos informacionais que espalham essa “desciclopédia” (mentira). Assim, é comum ver pessoas difamando umas as outras na internet, em busca de popularidade e engajamento midiático, mesmo que essas implicações estejam classificadas como crime de acordo com o Código Penal Brasileiro. Sob esse viés, nota-se que o ego pessoal está acima da ética e dos valores de cidadania, necessários para que haja uma convivência social harmônica.

Além disso, vale ressaltar também que a divulgação de “fakes News” (notícias falsas), pode ter consequências irreversíveis. A exemplo disso, em 2014 a dona de casa Fabiane Maria de Jesus de 33 anos, foi assassinada em razão de uma publicação nas redes sociais, a qual afirmava que ela sequestrava crianças e as matava em rituais de bruxaria. Todavia, a violência gerada por essas notícias não se limita ao Brasil, basta uma breve olhada ao redor do mundo para perceber que essa disseminação não tem fronteiras e vem tomando proporções cada vez maiores. Portanto, esse tipo de comportamento social revela que mesmo na “era da informação”, ainda falta tal coisa.

Em suma, percebe-se que há muitos problemas trazidos com essa onda de “fake news”, com destaque para a negligência dos leitores e autores, e também para a violência desencadeada por essas notícias. Em primeiro plano, é possível sanar tais carências com uma maior fiscalização governamental, por meio da criação de órgãos que se dediquem unicamente a isso, para que esse aspecto negativo seja reduzido – ou até mesmo extinto – nas redes sociais. Em segundo plano, também é necessário que as leis que regem a publicidade sejam seguidas a risca, para que os grandes divulgadores de fatos falsos sejam devidamente penalizados, a fim de que não cometam mais esse ato. Destarte, será possível que casos como o de Fabiane não voltem a acontecer.