Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 14/06/2020

Na Grécia Antiga os chamados sofistas não se preocupavam em propagar a verdade desde que os fatos mentirosos persuadissem os ouvintes. Na atualidade, tal prática assemelha-se às “Fake News” que impulsionadas pela pela má influência da mídia geram uma sociedade mal informada, apresentando um perigoso obstáculo a ser solucionado no século XXI.

Em primeiro plano, é preciso atentar-se que a nociva atuação midiática é a principal causa responsável pela complexidade do problema. Conforme o sociólogo francês Pierre Bourdieu,o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, é notório que este mecanismo inúmeras vezes não cumpre seu papel: promover debates que elevam o nível de informação da população, desinformando e trazendo prejuízos a esta.

Em consequência disso, o corpo social torna-se cada vez mais ausente de conhecimento. Durante a pandemia do “COVID-19” o Ministério da Saúde criou um “site” para desmentir as diversas falsas notícias sobre o vírus, nestas haviam até mesmo receitas caseiras que teoricamente curariam essa infecção. Nessa conjuntura é irrevogável o tamanho risco que essas mentiras podem provocar na vida das pessoas,podendo ocasionar até mesmo a morte de quem acredita.

Torna-se imperativo, então, promover medidas para alterar esse inconveniente cenário supracitado. Urge que o Poder Legislativo, pela atribuição principal, crie uma lei que proíba e penalize aqueles que divulgarem qualquer tipo de “Fake News” em mídias sociais, por meio de um disque denúncia, assim haverá participação direta da população,a fim de se obter uma significativa redução dos danos causados pelas notícias falsas.