Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 10/06/2020

Durante a Guerra Fria, período de 1947 a 1991, o mundo vivenciou avanços tecnológicos como nunca antes, desbravando o espaço e abrindo caminho para as evoluções eletrônicas que, atualmente, facilitam de muitas maneiras a vida comum. Entretanto, com o advento e a disseminação da internet pelo globo, encontram-se tais conquistas tecnológicas como sendo indesejáveis fontes de disseminação das conhecidas “fake news” (ou informações falsas, tradução livre) na era da informação.

A priori, deve-se ter em mente que a forma de disperção de notícias no atual contexto sociocultural, em comparação com algumas décadas atrás, mudou drásticamente; hoje, é possível ficar informado através de redes sociais (como o Twitter ou Facebook), de acordo com a afinidade que seu algorítmo tem com os assuntos em questão, por veículos midiáticos como TV e rádio, entre outros, o que facilita o acesso à informação por pessoas das mais variadas camadas sociais.

Do mesmo modo, com a rapidez que se passou a obter panoramas dos mais variados contextos, também tornou-se comum a falta de segurança de suas fontes. Portanto, ao receber uma notícia consideravelmente plausível, a população que detém essa infomação se responsabiliza por sua perpetuação no intuito de compartilhar mais conhecimento, errando, somente, ao ignorar sua veracidade. As consequências de tais atitudes apresentam-se de variadas formas, como exemplo a dificuldade em bater a meta de vacinação contra sarampo no Brasil que era de 80% da população, sendo alcançado apenas cerca de 50%, segundo a epidemiologista franco-americana Laurence Cibrelus, no ano de 2018, por conta, principalmente, da  crença popular na fake news que afirmava que remédios naturais bastavam para previnir a doença.

À vista disso, torna-se imprescindível a alteração desse cenário. O Poder Legislativo, por meio da criação e aprimoramento de leis que reforçam o resguardo e inspeção intranet, garantiria a maior segurança na obtenção de informações pelos usuários, já que a internet é o maior dispersor das fake news. Sendo assim, essa problemática se tornaria nada mais um que uma questão já superada pela população brasileira.