Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 11/06/2020

A constituição federal de 1988 – conjunto de leis que organiza e rege o sistema jurídico brasileiro – assegura a todos a liberdade de expressão. Todavia, os frequentes casos de disseminação das Fake News mostram que os indivíduos usufruem erroneamente desse direito e sem dúvida causa grandes perigos na sociedade, haja vista não só levam pânico, mas também dificultam a propagação de notícias verídicas.

Em primeiro plano, é necessário salientar que a circulação de notícias falsas acarreta episódios de desordem e, ocasionalmente, danos irreversíveis. A exemplo disso, em São Paulo no ano de 2014, a dona de casa Fabiane Maria de Jesus, foi espancada até a morte por moradores vizinhos após a divulgação de boatos que ela estaria envolvida em rituais de magia negra com crianças. Dessa maneira, é nítida que a veiculação desse tipo de informação é prejudicial à vida e à ordem social.

De outra parte, vale salientar a rapidez com que as Fake News se espalham na atual era da informação. Em um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), pesquisadores estimaram que uma mensagem falsa tem 70% mais chances de ser compartilhada do que uma verdadeira. Por conseguinte, é visível que essas falácias cada vez mais ganham espaço e favorecem a marginalização das notícias reais.

Urge, portanto, que indivíduos e instituições cooperem para mitigar a disseminação de notícias falsas. Cabe ao governo em associação com empresas técnico-científicas, criar programas para combater esse problema, por meio de tecnologia de ponta que consiga detectar as mentiras presentes em uma publicação, a fim de acabar com a perpetuação dessas divulgações. Ademais, cabe aos indivíduos, não compartilhar mensagens sem, ao menos, ter a certeza da veracidade delas. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder governamental, alcançará o país a tão estimada segurança informacional digital.