Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 11/06/2020
Na conjuntura contemporânea, a internet se tornou um dos principais meios de comunicação e por conta de sua praticidade e eficácia em compartilhar notícias, tem-se tornado uma ferramenta para propagação de notícias falsas. Nesse contexto, há de se considerar que a disseminação de informações falsas promove perigo para sociedade, tais como linchamento físico e virtual. Destarte é conveniente a análise dos principais riscos e soluções para esse problema.
Vale ressaltar, a princípio, que o descaso da população é fator determinante para a permanência das fake news. Segundo o portal de notícias “G1”, em meados de 2013, uma mulher fora espancada pelos seus vizinhos até a morte por conta de um boato espalhado nas redes sociais, o qual a descrevia como “praticante de magia negra”. Dentro dessa perspectiva fica evidente o perigo gerado pelas fake news. Isso demonstra que a falta de atenção, somada com a malevolência dos indivíduos que cometem tais barbáries, são frutos de uma sociedade que não dispõe de limites no “mundo virtual”.
Ademais, as notícias possuem, não somente uma natureza difamatória, mas também finalidades financeiras. Para muitas pessoas que trabalham com páginas na internet, a quantidade de visualizações de um site determina o valor de sua monetização. O fato, comprovado por empresas do ramo, como o Facebook, é alarmante do ponto de vista social, pois, além da facilidade para divulgar esse tipo de conteúdo, esses indivíduos são motivados para cometer tais atos. Em períodos eleitorais, isso torna-se uma arma política extremamente perigosa, o que nos remete aos perigos proporcionados pelas Fake News.
Portanto, é imprescindível a atuação do Estado, concomitantemente com a população, para solucionar os problemas supracitados. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações em conjunto das mídias sociais e rádios devem promover o esclarecimento da população, por meio de debates informativos, com exemplos de fatos adulterados e dicas práticas de como reconhecer suas características. Espera-se, com isso, construir uma sociedade mais crítica sobre os dados que lê e que prese pela verdade no que compartilha.