Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 14/06/2020

Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, os indivíduos do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere aos perigos das Fake News na era da informação, visto que, torna-se evidente a falta de conhecimento das vítimas, bem como a insuficiência de leis.

Sob esse viés, a falta de conhecimento caracteriza-se como um complexo dificultador. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de um indivíduo determinam seu entendimento a respeito da humanidade. Ademais, isso justifica outra causa do problema: se os cidadãos não possuem acesso à informação séria sobre as notícias, sua visão de mundo, consequentemente, será limitada, dificultando-se assim, a erradicação do problema.

Outrossim, a insuficiência de leis ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Além disso, conforme Aristóteles,filósofo grego, a política tem como função preservar o afeto entre os indivíduos de uma sociedade.Contrariamente, as Fake News não encontram o respaldo político necessário para ser solucionado, o que dificulta a resolução da problemática.

Portanto, indubitavelmente, medidas são fundamentais para resolver esse problema. Logo, é necessário que as famílias, em parceria com a liderança dos bairros, exijam do poder público o cumprimento do direito constitucional de proteção a essas vítimas. Nessa perspectiva, essa premissa deve se conceder por intermédio da produção de ofícios e cartas de reclamação coletivos, com a descrição de relatos de indivíduos da comunidade que sofrem com esse problema, a serem entregues nas prefeituras, para que os princípios constitucionais sejam cumpridos. Desse modo, a sociedade terá um convívio mais harmônico e talvez, em vista disso, seja possível construir um país de que Aristóteles pudesse se orgulhar.