Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 20/06/2020

Em 1937 houve a divulgação do Plano Cohen, um falso documento dispersado no período Varguista, o qual afirmava que os comunistas iriam tomar o poder, tal notícia contribuiu para a instauração do Estado Novo. Percebe-se, que a disseminação das atualmente denominadas “fake news”, possui caráter histórico que predomina até hoje, seja pela negligência governamental ou pela baixa qualidade de leitura e interpretação do brasileiro. Nesse contexto, não há dúvidas que a persistência desse problema deve ser urgente e fortemente combatida.

Convém ressaltar, a princípio, que a Constituição Cidadã de 1988 condena qualquer prática de injúria e difamação, todavia o Poder Executivo não executa esse direito. Consoante Aristóteles, a política serve para garantir a felicidade do cidadão, logo, nota-se que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, à medidas que o Estado não implementa projetos que proíbam o circulamento dessas noticias falsas, causando perigo e constrangimento ao alvo da mentira, fazendo os seus direitos ficarem apenas no papel.

Outrossim, o analfabetismo funcional de uma parcela da população favorece à proliferação dessas noticias equivocadas, visto que não conseguem interpretar a informação que estão lendo. Tristemente, o nível de leitura do brasileiro ainda é muito baixo, consequentemente seu poder de crítica também. Indo contra o filósofo Descartes, que afirmou ser preciso questionar tudo o que vê, para assim, se chegar a verdade. Nesse ínterim, uma mudança nos hábitos da população é fundamental para transpor o perigo dessas duvidosas notícias.

Portanto, Infere-se que medidas são necessárias para solucionar essa problemática. O Governo Federal em conjunto com os meios midiáticos devem promover o esclarecimento da população por meio de campanhas e debates participativos, demonstrando meios para discernir uma notícia verídica de uma ludibriadora. Espera-se também que o Ministério da Educação crie meios para que a parcela de analfabetos funcionais tenha acesso a meios de conhecimento, criando e apurando seu senso crítico, também como método de inclusão