Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 19/06/2020

No século XX ocorreu a Revolta da Vacina, um levante contra a vacinação obrigatória para combate da varíola que causou grande revolta na população e somado à isso, alastrou-se boatos sobre se tratar de veneno aliado à falta de informações do Governo, que causou o fracasso do projeto. Paralelamente, hoje no Brasil há sérios problemas com a disseminação de notícias falsas, impulsionadas por meios de comunicação e imprudência dos próprios usuários, causando prejuízos à imagem de instituições e pessoas.

Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts nos Estados Unidos, demonstraram dados de pesquisa na qual a  probabilidade de divulgação de informações não verídicas é 70% maior que notícias genuínas. Observa-se então, que o desenvolvimento da tecnologia, que possibilitou amplo acesso à diversos conteúdos teve como consequência a irresponsabilidade de usuários que ao compartilharem publicações, não checam a fonte e nem a veracidade delas. Isso causa efeitos negativos aos alvos dessas postagens, denegrindo a reputação e causando constrangimento.

O Código Penal Brasileiro prevê para tais crimes de difamação, injúria e calúnia, uma pena de 3 meses a 2 anos de detenção, que pode ser aplicada mesmo esse ato tendo ocorrido na internet. Porém, pode-se ressaltar que há certa dificuldade em identificar os autores desses delitos, o que pode causar impunidade em muitos casos. Dessa forma, deve-se projetar sistemas para identificar essas situações e punir esses  indivíduos, já que muitas vezes a imagem da pessoa prejudicada não é  restaurada de imediato, causando transtorno às vítimas.

Em virtude dos fatos mencionados, cabe ao Poder judiciário aliado ao Governo fiscalizar esses atos para garantir o cumprimento da lei, através da criação de um sistema que localize os usuários infratores identificando-os e aplicando a punição necessária. Quanto aos usuários, devem ter precaução nos seus compartilhamentos, sempre observando a fonte e a informação explicitada antes de repassá-la, para evitar prejuízos a este e aos outros. Dessa forma, espera-se diminuir as notícias falsas no país, evitando consequências para a população vítima desses atos.