Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 26/06/2020

No livro “Fahrenheit 451” escrito por Ruy Bradbury, é retratado um futuro distópico, em que livros são queimados por bombeiros, a fim de que a população fique alienada com informações divulgadas pela TV e não tenham um pensamento crítico. Analogamente, a sociedade brasileira tem sofrido com bombardeamento de notícias falsas- fake News. Em que, indivíduos ficam alienados em universo não crítico e acabam se deparando com notícias alarmantes que propiciam doenças mentais. Assim, é imperioso que estado brasileiro tome medidas para que as fake news sejam erradicadas. Primordialmente, a população brasileira encontra-se em meio a um universo acrítico, que corrobora para disseminação de textos não verídicos . Isso porque o sistema educacional brasileiro está fragilizado, na qual os alunos não valorizam disciplinas reflexivas, tais como sociologia e filosofia, que são taxadas como entediantes. Além disso, a leitura também é deixada de lado, já que os livros obrigatórios tendem a ser clássicos, com uma linguagem difícil. Como consequência dessa realidade conteúdos mediáticos falsos e verdadeiros não tem discernimento na mente de milhares de brasileiros. Exemplo dessa realidade foi o Gabinete do ódio, no Palácio do Planalto em Brasília, na qual eram divulgadas notícias falsas pelos apoiadores do presidente Bolsonaro sendo essas disseminadas rapidamente. Consequentemente, indivíduos são acometidos por doenças mentais, como ansiedade. Esse fenômeno ocorre pois as fake news têm manchetes alarmantes e de consequências catastróficas, para que sejam compartilhadas rapidamente pelo leitor.Entretanto, é fomentada a preocupação com acontecimentos que não irão ocorrer, levando diversas pessoas ao pânico e crises de ansiedade. Ilustra-se nesse cenário o aumento pela busca de psicólogos durante a pandemia do novo coronavirus, o que está diretamente relacionada com a vinculação de conteúdos catastróficos.

Portanto, é necessária a intervenção estatal para que a população brasileira não torne-se massa de manobra e o número de fake News seja atenuado. Urge que o Ministério da Educação promova, por meio de parcerias público-privadas com os meios de comunicação, palestras semanais em escolas, na qual sejam ministradas aulas de como devem ser analisada criticamente notícias. Tal iniciativa deve ocorrer principalmente em escolas da periferia, onde matérias extracurriculares têm gande defasagem. Somente assim, o futuro distópico de Fahrenheit 451 não ocorrerá na realidade.