Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 20/06/2020
Durante a Idade Média, Joana D’Arc foi morta na fogueira pela igreja católica, após boatos de ser uma bruxa. Nessa perspectiva, apesar de tal fato datar de séculos antepassados, as “Fake News” ainda percorrer na contemporaneidade brasileira, causando transtorno e, sobretudo, temor para a coletividade, como o G1 aponta que 70% das notícias falsas se espalham mais rápido que as verdadeiras. Ora, a ausência de certeza nas informações compartilhadas, torna-se um processo retrógrado.
Essa mazela deriva, em especial, da tímida atuação do olhar coletivo nessa temática. De acordo com o documentário “Privacidade Hackeada”, no qual, traça uma narrativa do escândalo revelado em 2016 envolvendo a empresa Cambridge Analytica que teria usado dados de milhões de usuários do Facebook para influenciar as eleições em 2016. Partindo desse viés, é substancial um olhar mais atento dos indivíduos com a manipulação de seus dados, uma vez que, a comunicação e a tecnologia são as novas “armas” poderosas que modifica destinos e manipula psicologicamente a sociedade. Nesse sentido, mostra-se indivíduos em estado vulnerável com a exposição de suas informações na era tecnológica.
Atrela-se ao exposto, a ação negligenciada da Impressa nessa área. Na ótica do filósofo Zyamunt Bauman, ao definir a modernidade líquida, demonstrou a liquidez em todas as relações sociais, o que ocasionou a perda de valores sociais como o respeito e, por tabela, a empatia. Desse modo, percebe-se uma raiz perversa dessa agrupas, pois, associada ao mundo capitalista, desvia prioridades da coletividade para o lucro, como é o caso das falsas propagandas que veiculam a perda de peso em poucos dias, podendo causar danos a saúde dos indivíduos. Logo, em alguns casos findam em tragédias, como violência e até a morte, pelo fato do papel passivo da Mídia.
Infere-se, portanto, que problemática demanda dois vetores. Assim, cabe ao olhar coletivo que amplie uma mobilização social que incumbe a produção de baixo-assinado digital, por meio de reivindicação da aprovação de leis que criminalizam essa prática da Fake News, com o fito de barrar o percurso de todo caos, ademais, a Impressa deve desenvolver um algoritmo seguro, por intermédio de investimentos em pesquisas, capaz de detectar a veracidade da informação no momento da publicação, devendo excluí-la em casos negativos, a fim de reduzir a quantidade da falácia e assegurar a reputação do meio. Com isso, para que acontecimentos como de Joana D’Arc seja apenas um fato histórico e não ocorra novamente.