Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 24/06/2020
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha nazista de Adolfo Hitler, manipulava os meios de comunicação, transmitindo notícias falsas sobre as suscetíveis vitórias do exército alemão. Todavia, infelizmente, essa realidade tem se mostrado semelhante a “Fake News” na era da informação hodierna. Nesse ângulo, devem ser analisados os principais fatores desse impasse, destacando o sensacionalismo e o decréscimo do senso crítico.
A priori, é notório que o fácil acesso e transmissão das informações contribuem para propagações inverídicas, acarretando no desconforto e até mesmo pânico social. Sob a conjuntura dessa análise, após o término da Guerra Fria e a expansão da globalização, houve uma crescente e instantânea circulação de notícias, indivíduos de todo o mundo passam a se comunicar em segundos, em contrapartida, lamentavelmente, ampliou-se a propagação de conteúdos falsos e sensacionalistas. Analogamente, no contexto atual da pandemia (covid-19), foi divulgado um vídeo havendo a substituição de corpos por pedras dentro dos caixões, a matéria repercutiu nacionalmente indignando parte da população, que proferiu diversos ataques ao Sistema Brasileiro de Saúde, evidenciando, portanto, o perigo dessa problemática.
Paralelamente, a aceitação imediata desses conteúdos revela uma sociedade que enfrenta um período de pós-verdade, em que os fatos não precisam ser comprovados, apenas repercutidos para que haja aceitação. Isto exposto, torna-se claro que a ascensão das “Fake News” é consequência de uma sociedade caótica e ausente de indivíduos questionadores, refletindo em um ambiente marcado pela manipulação em massa dos meios de comunicação. Similarmente, a pintura “Abaporu”, de Tarsila de Amaral, representa um homem com membros grandes e cabeça minúscula, fazendo analogia à ausência de senso crítico e a alienação na qual a sociedade está submetida.
Em suma, é mister que o Estado tome providências para atenuar o quadro atual. Urge então que o Ministério da Educação em parceria com as escolas, realizem mecanismos que atuem na formação digital dos jovens, por meio da criação de palestras e aulas, mostrando a importância da averiguação dos conteúdos compartilhados e suas possíveis consequências nocivas para a sociedade, a fim de conter os fatos supracitados. Outrossim, o Ministério da Justiça deve ampliar as medidas de punições para os autores, com a aplicação de multas ou até mesmo prisão em casos mais graves. Dessa maneira, a o conhecimento das “Fake News” ficaram restritos apenas no âmbito histórico, conforme o ocorrido na Segunda Guerra Mundial.