Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 28/06/2020
A primeira vez que notícias falsas massacraram a democracia brasileira, foi em 30 de setembro de 1937, quando ouvintes de um programa de rádio foram surpreendidos com um anúncio de um plano comunista, que estabeleceu o Estadonovismo de Vargas. Desde tal época, as Fake News evoluíram e se intensificaram com advento da internet e das redes socias, que as propagam de maneira instantânea. Tornando-as um perigo à democracia e integridade civil. Prova disso, são as eleições de 2018 no Brasil, onde diversas inverdades a respeito do partido PT, como o “kit gay” para crianças, se proliferaram nas redes sociais. Logo, tais notícias influenciaram diretamente nas eleições, fato discorrido pelo jornal El país. Essas narrações inverídicas visam um objetivo, e são parte de um modelo de negócios, fato que foi explicitado após o FBI apontar a participação de hackers russos nas eleições americanas, onde as Fake News circularam em massa na difamação da opoente de Trump, Hillary Clinton. Contudo, não é apenas a democracia ou figuras públicas que sofrem com o compartilhamento de relatos mentirosos, em 2013 foi publicado um texto que denunciava um veterinário, por um procedimento mal feito em uma cadela. A vítima da injúria recorreu judicialmente e foi indenizado, todavia espalhar boatos na internet pode ser um caminho sem volta, e com graves consequências. Prova disso, foi o caso de uma mulher morta por um linchamento dos vizinhos, após espalharem fofocas sobre a prática de rituais com crianças. Infere-se, portanto, a gravidade que a veiculação de noticias falsas possui no contexto atual, por refletir na autonomia da democracia e atentar contra a vida das pessoas. Visto isso, cabe ao poder legislativo a criação de leis mais rígidas, com encarceramento de 1 a 3 anos, contra criação e compartilhamento de noticias falsas, para exemplificar a gravidade de tais atos. Além disso, confere a escola e ao governo, por meio da mídia, a orientação e difusão de meios para identificação de fake news, pois um relato mentiroso sem público, não possui poder. Empregando-se essas medidas, fortalecemos nossa democracia e caminhamos para um futuro mais justo.