Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 29/06/2020

A lei da inércia, proposta por Isaac Newton, afirma que um corpo tende a permanecer em repouso, até que uma força atue sobre ele. De maneira análoga, é nítido que esse conceito se encaixa na realidade brasileira, visto que as fakes news persiste, necessitando de uma força social para mudança de seu trajeto. Nessa perspectiva, percebe-se uma propagação da problemática em virtude da disseminação de falsas verdades e alienação popular.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Na obra “Utopia”, do filósofo Thomas Morus, é descrita uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. Contudo, o que se observa na realidade contemporânea é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na disseminação de informes falsos na internet, pela falta de informação de usuários ou propagada para ocasionar a perca de credibilidade de alguém.

Além disso, destaca-se a difusão de relatos falsos por pessoas que não se preocupam em checar a sua origem, como promotor do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Essa liquidez que influi sobre a questão da alienação popular nas redes sociais contribui como um empecilho para sua resolução.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para alterar esse cenário. Dessarte, a Polícia Federal, deve atuar de maneira concreta, por meio de movimentos que encontre e prenda os infratores, para que assim as redes sociais sejam usadas de forma positiva, além de campanhas de conscientização para a população. Dessa maneira, a força citada na lei da inércia, proposta por Isaac Newton, irá atuar de forma eficaz no corpo, o que conduzirá a mudança necessária.