Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/07/2020

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo quinto, assegura aos cidadãos brasileiros o direito à liberdade de expressão. No país, entretanto, a propagação de Fake News nos meios de comunicação, principalmente na Internet, se tornou algo muito comum e, também, influenciador para as pessoas, sobretudo para a democracia. Em virtude disso, é necessário buscar soluções eficientes que busquem combater a propagação de notícias falsas e sensacionalistas.

A priori, é válido destacar que, de acordo com o site Correio Braziliense, um estudo publicado na revista Science diz que as Fake News se espalham 70% mais rápido do que as notícias verdadeiras, em especial, nas redes sociais. Isso se deve, principalmente, por muitas pessoas sequer buscarem saber se a fonte ou se as informações contidas nas notícias são adequadas, as compartilhando e atingindo uma parcela muito maior da população, moldando suas opiniões e, consequentemente, as políticas e estrutura da nação.

Ademais, com a propagação de Fake News, o princípio de liberdade de expressão, juntamente com a democracia, é quebrado e contradito, pois, muitas vezes, seus discursos também possuem ódio. Na visão sociológica de Émile Durkheim, o cidadão pode e deve possuir a livre manifestação de seu pensamento, contanto que não sejam preconceituosos e desrespeitosos. Nesse sentido, se vê como um dever não permitir que esse tipo de notícia continue sendo tão constante no país.

Dado o exposto, o Poder Público deve elaborar medidas que visem responsabilizar as pessoas que criam notícias falsas, ampliando leis e as investigações durante o processo. Além disso, campanhas de conscientização e alertas devem ser promovidos na sociedade, por meio dos jornais e Internet, tudo isso visando fomentar a população a combater esse tipo de informação e a não compartilhá-las. Dessa maneira, o Brasil poderá construir uma nação verdadeira e justa, além de um exemplo de democracia.