Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 21/07/2020
O Plano Cohen, desenvolvido durante a Era Vargas, consistia em falsificar cartas trocadas entre líderes comunistas, a fim de criar uma prerrogativa para fechar o Congresso e instaurar a ditadura do Estado Novo. De maneira análoga, é notório que os perigos das fake news persistem nos dias modernos. Isso se evidencia não só pela disseminação de informações falsas em redes sociais, mas também pela falta de fiscalização governamental efetiva quanto a problemática.
Em primeira análise, é possível afirmar que, na era da informação, o compartilhamento de notícias com fontes pouco confiáveis representa uma ameaça crescente. Segundo o portal “G1” , em 2013, uma mulher foi morta por causa de um boato que a descrevia como “praticamente de magia negra”. Nesse contexto, é possível perceber as mazelas sociais que podem decorrer por conta desse fenômeno, logo, é inaceitável que isso persista em um país democrático de direito, como o Brasil.
Além disso, é válido ressaltar que o descaso do Estado corrobora para a perpetuação da divulgação de notícias falsas. O artigo 5° da Constituição Federal de 1988 garante a inviolabilidade da imagem, vida privada e honra de todos. Entretanto, a falta de ações efetivas do Governo Federal, frente a problemática das fake news, demonstra uma desconsideração em relação à Constituição Federal, oficialmente, lei suprema e fundamental da nação.
É possível defender, portanto, que as fake news constituem um desafio a superar. Destarte, cabe ao Estado, principalmente ao Legislativo, criar leis que visem a punição adequada e justa, a fim de coibir a divulgação de informações falsas. Ademais, a mídia pode, por meio da formação de equipes de pesquisadores e jornalistas, investigar e verificar a veracidade de informações divulgadas nas redes sociais, para que assim seja possível elucidar a população sobre o que é verídico. Feito isso, será possível, gradualmente, se afastar de um problema que assola o Brasil desde a Era Vargas.