Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 27/07/2020
O filósofo alemão Friedrich Nietzsche afirmava que não existem fatos, apenas interpretações. Tal ideia salienta a importância de desenvolver critérios no momento da absorção de informações, visto que, em uma vasta rede telecomunicativa, surgem várias notícias falsas, as chamadas fake news. Isso se evidencia tanto pela banalização jornalística, quanto pela concretização da pós-verdade.
Em primeira análise, é fulcral pontuar que muitos sites de notícia criam manchetes sensacionalistas, com o intuito de atrair acessos e lucrar com a publicidade digital. Entretanto, na modernidade, essas informações são disseminadas muito rápido, em virtude de muitas pessoas não saberem diferenciar o falso do verídico. Segundo pesquisas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, as fake news se espalham 70% mais rápido do que as verdadeiras, o que mostra a importância de se combater esse tipo de notícia.
Ademais, é imperativo ressaltar o crescimento da pós-verdade como promotor do problema. De acordo com o Dicionário Oxford de 2016, a pós-verdade é a situação na qual os fatos objetivos são menos influentes do que as crenças pessoais. Nesse cenário, o real deixa de ser importante, o que resulta em inúmeros boatos na forma de discurso de ódio, principalmente contra celebridades e candidatos políticos. Sob tal ótica, faz-se mister o auxílio do Estado para coibir essa ação.
Dessarte, intervenções são necessárias para solucionar a problemática. Portanto, urge que o Governo Federal, detentor do poder máximo, por intermédio do Ministério da Educação, desenvolva projetos educacionais abertos ao público nas escolas do país, por meio de palestras e cartilhas informativas, com o intuito de conscientizar as pessoas acerca do cuidado com as notícias digitais. Outrossim, cabe às autoridades identificar e punir os autores de fake news, a fim de impedir que essa prática perpetue na rede. Isto posto, a problemática apresentada será gradativamente mitigada e os fatos se tornarão verídicos novamente.