Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/07/2020
As notícias falsas estão presentes no corpo social desde os tempos mais remotos. Durante o governo de Hitler, por exemplo, várias inverdades eram publicadas com a intenção de melhorar a sua imagem. Durante a Revolução Técnico-Científica, as tecnologias foram desenvolvendo-se, o que possibilitou que um número cada vez maior de mentiras fosse divulgado. As “Fake News” fazem com que seus alvos sejam difamados, além disso, vários sites espalham inverdades sobre produtos e métodos com o intuito de lucrar com o consumismo da sociedade.
Mormente, o desenvolvimento tecnológico possibilitou que qualquer pessoa possa ser autora de uma publicação na internet, contenha ela notícias verdadeiras ou não. Esse fator foi somado ao grande poder que sites e redes sociais têm em divulgar uma notícia. Ademais, os autores, motivados por cliques e dinheiro advindo das propagandas, geram notícias cada vez mais absurdas. Outrossim, por vezes traz sérias consequências para quem é seu alvo, dito isso, é necessário que o responsável assuma as consequências; como aconteceu com um veterinário que teve seu trabalho difamado e os autores foram responsabilizados judicialmente por calúnia e difamação. Ainda cima, no caso Marielle Franco, várias inverdades foram publicadas sobre ela com o intuito de atrapalhar o desenvolvimento da resolução.
Em segundo plano, segundo Adorno e Horkheimer, o sistema capitalista implanta a necessidade de consumo à felicidade. Parafraseando esses pensadores, as notícias de produtos incríveis e de métodos fáceis para se conseguir algo atraem muito as massas, sendo o primeiro muitas vezes vinculado a um valor bem baixo, e o segundo à tática de emagrecimento e de ganhar dinheiro. Isso acaba alienando os indivíduos, pois a leitura que eles fazem da informação é muito superficial, por vezes não buscam se a página é confiável. Com isso, deixam o consumismo os levar e continuam com o ciclo vicioso, comprando cada vez mais e influenciando os amigos a fazerem o mesmo.
Portanto, os veículos de comunicação precisam parar de publicar notícias falsas para que o número de desinformados caia. É preciso que os leitores busquem se a fonte é verdadeira e que não compartilhem notícias falsas, porque devem conscientizarem-se de que essas informações trazem sérias consequências para quem é alvo, e de que esses produtos e métodos são enganosos. Além disso, Ministério da Justiça deve criar uma lei que multe o autor da “Fake News”, isso deve ser feito juntamente com as empresas das redes sociais, que devem disponibilizar que aqueles que sofreram denunciem, encaminhando assim o caso para justiça.