Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 11/08/2020

Em 1998, o suposto médico britânico, Andrew Wakefield, publicou um artigo falso afirmando que crianças que foram diagnosticadas com autismo desenvolveram o distúrbio após terem tomado a vacina  da tríplice viral. Na época, esse boato se espalhou rapidamente, gerando pânico na população, que temeu se vacinar. Dessa forma, percebe-se que no final do século XX, já haviam registros das chamadas notícias falsas e, com o advento da internet, a proliferação delas ficou ainda mais rápida, sendo necessário analisar os riscos que ela gera.

Igualmente ao caso da vacina citado, diversos outros exemplos de “Fake News” relacionados a saúde podem ser destacados, como o da mentira que se espalhou no início de março dizendo que chá de abacate com hortelã cura o coronavírus, o que levou a população ao descuido e compra excessiva desses alimentos. Dessa maneira, é possível perceber que inúmeras notícias sem fundamentos são disseminadas via internet por empresas ou pessoas que desejam lucros, e compartilhadas por outras sem saber se o fato descrito é real ou não.

Além das “Fake News”, a população tem que lidar também com a “pós-verdade”, uma notícia distorcida de forma sensacionalista que frequentemente é confundida com boatos. Ambas geram lucros para quem as criou, podendo ser consideradas então, fruto de um sistema capitalista que remunera até as mentiras que geram diversos problemas. Pode-se reparar isso, quando medicamentos sem eficácia comprovada são divulgados por propagandas que visam sua venda à população que não busca por provas de eficiência, por exemplo, e causam graves efeitos colaterais.

Em virtude dos fatos mencionados, percebe-se a necessidade de combater e acabar com esses boatos. Para isso, o Poder Legislativo deve melhorar as leis que já existem e assim penalizar os criadores, seja com multas ou prisões, dependendo da gravidade do caso. Além disso, os grandes donos das mídias sociais devem se aliar ao governo e divulgar as medidas de combates dessas mentiras, sempre lembrando aos seus usuários de checar a fonte da notícia e sua data de publicação, assim como os problemas e penalidades que geram, tentando sempre analisar a veracidade da notícia antes de a compartilhar, acabando com o lucro que pode ser adquirido através dela. Talvez dessa maneira, essas mentiras e distorções fiquem no passado e as pessoas se tornem mais críticas, não acreditando em qualquer coisa que lhes é contado.