Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 31/08/2020
Segundo o portal de notícias “G1”, em meados de 2013, uma mulher fora espancada pelos seus vizinhos até a morte por conta de um boato espalhado nas redes sociais, o qual a descrevia como “praticante de magia negra”. Nesse contexto, há de se considerar que a disseminação de informações falsas promove perigo para a sociedade. Destarte, é conveniente a análise dos principais riscos e soluções para tal questão. As “Fake News”, termo estrangeiro que designa notícias falsas tomadas como verdadeiras, vêm aparecendo constantemente na internet como recurso para validar argumentos que, em parcela considerável, são tendenciosos. Assim como no caso da suposta “bruxa”, muitos crimes de caráter verbal ou físico são motivados por essas notícias. Isso demonstra que a falta de atenção, somada com a malevolência dos indivíduos que cometem tais barbáries, são frutos de uma sociedade que não dispõe de limites no “mundo virtual”. Ademais, as “notícias” possuem, não somente uma natureza difamatória, mas também finalidades financeiras. Para muitas pessoas que trabalham com páginas na internet, a quantidade de visualizações de um site determina o valor de sua monetização. O fato, comprovado por empresas do ramo, como o “Facebook”, é alarmante do ponto de vista social, pois, além da facilidade para divulgar esse tipo de conteúdo, esses indivíduos são motivados para cometer tais atos. Em períodos eleitorais, isso se torna uma “arma política” extremamente perigosa. Dado o exposto, é imprescindível a atuação do Estado, concomitantemente com a população, para solucionar os problemas citados. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações devem diminuir os casos de notícias falsas na internet por meio de parcerias com empresas privadas para que sejam desenvolvidos, ou aprimorados, aplicativos gratuitos que chequem a veracidade das notícias espalhadas pela rede. Com essa medida, os brasileiros terão uma maior fiscalização acerca da autenticidade das notícias e o país conseguirá propor aos cidadãos uma navegação mais segura e confortável.