Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 01/09/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir e pensar, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne ao perigos das fakes news, notícias falsas, na era da informação. Desse modo, é preciso combater esses entraves,  que persistem influenciados pela insuficiência legislativa, além da falta de debate.                                                  Nesse contexto, convém destacar a legislação deficitária como um fator potencializador da problemática. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988 é a lei básica que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, a justiça não tem sido eficiente, visto que   os males causados por informações mentirosas  continuam se propagando demasiadamente. Logo, uma lei enfraquecida colabora para a perpetuação desse impasse.                                                        Ademais, também é preciso ressaltar a escassez de diálogo sobre os danos da exposição de conteúdo sem veracidade. Nesse âmbito,  o filósofo Foucoult defende que, na sociedade pós-moderna , alguns  temas são silenciados , o que resulta na manutenção das estruturas geradoras deles. Sob essa perspectiva, percebe-se uma lacuna  em relação ao debate sobre essa questão informacional negativa. Assim, sem dialogação séria e massiva sobre ela , sua resolução é impedida.                                                       Diante do exposto, é necessário, portanto,  o Ministério da Justiça, em parceria com o Ministério da Educação,  conter os impactos das inverdades na era informacional. Essa ação deverá ocorrer por meio de um projeto que forneça palestrantes da área do Direito para discutir nas escolas os perigos das fakes news à sociedade, o que deverá ser aberto ao público, a fim de engajar mais setores sociais com intuito de extinguir esses entraves e possibilitar a seguridade do conhecimento da população. Com essas medidas, ter-se-ão cidadãos verdadeiramente responsáveis e livres para agir, como afirmava Sartre.