Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 18/09/2020
Na série House of Cards, o congressista Frank Underwood aproveita-se do forte poder de disseminação e persuasão das fake news para manipular a campanha para presidência dos Estados Unidos a seu favor e acaba inserindo a população na “era do ceticismo”. Fora da ficção, é fato que tais informes de caráter duvidoso representam um perigo à sociedade, pois dão origem ao processo de desinformação e instauram o sentimento de desconfiança em quaisquer contextos. Nesse sentido, é fundamental que haja empenho do governo e da população a fim de apaziguar este impasse.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a falta de consulta e bom senso são as principais causas da imperícia. No livro 1984, de George Orwell, é descrita uma realidade distópica em que o povo é controlado por um governo totalitário, que por meio do “ministério da verdade”, propaga notícias falsas que glorificam a administração. Seguindo esse raciocínio, as pessoas passam a ser consideras apenas como números, visto que seu senso crítico morreu com o início da “ditadura das mentiras” e a mentalidade de confiança absoluta à gestão prevalece. Nesse contexto, é vital que a população tome as rédeas de suas próprias convicções e, vinculado a isso, deve tornar a pesquisa integral dos fatos um hábito.
Em segundo lugar, percebe-se que a descrença é preponderante em tal cenário ardiloso. “Uma mentira dita mil vezes torna-se verdade”. Esta célebre frase de Joseph Goebbels retrata visivelmente a estratégia para formulação e divulgação das “Fake News”. Nesse seguimento, quando a verdade vem à tona, a quebra de expectativas frustra os cidadãos que passam a criar um “escudo de incredulidade” em relação a tudo ao seu redor. Em consonância, ainda há a incisiva atuação do sensacionalismo por parte da mídia, que “encapuza” ainda mais a verdade e pode até mesmo provocar o medo, já que a dúvida e o caos podem trabalhar juntos nesse caso. Nessa conjuntura, é substancial que haja um melhor controle quanto à veracidade dos fatos e sua dispersão nas redes, uma vez que a desordem pode surgir com poucas palavras.
É imprescindível, portanto, que se tome medidas para combater os perigos gerados pelas “Fake News”. Os Ministério da Justiça e da Educação devem formar uma coalisão com a mídia para produzir conteúdo instrucional, como E-Books, palestras e vídeo-aulas por meio da divulgação nas redes sociais, com o intuito de explicar como funcionam essas notícias, como evitá-las e como se manter informado seguramente. Somado a isso, deve haver melhorias quanto à fiscalização e censura dessas postagens nas redes e uma pesquisa ativa por parte de cada leitor. Somente assim, as pessoas não serão manipuladas por essas falácias e poderão aflorar novamente o senso crítico.