Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 08/10/2020

No ano de 2016, falsos comentários sobre a então candidata a política dos Estados Unidos, Hillary Clinton, foram compartilhados nas redes sociais da população. O termo Fake News ganhou força no mundo inteiro por meio desse acontecimento. Na atualidade, a distribuição de notícias falsas tem se tornado muito frequente na sociedade, isso acontece de forma mais ativa e rápida do que as noções verdadeiras. E por meio dessa realidade, são percebidos muitos efeitos negativos sobre a autenticidade e eficácia das informações, já que uma grande parcela da população acredita e compartilha os relatos recebidos, sem buscar referências de forma prévia.

Em primeiro plano, vale debater que o compartilhamento de notícias criadas com base em conteúdo incorreto é transmitido de forma constante, o que movimenta a divulgação de fatos errados e distração para eventos reais. Mediante a essa ideia, uma pesquisa realizada por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, revela que as notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras e alcançam muito mais gente, visto que as Fake News, na maioria das vezes, possuem um conteúdo contraditório com a realidade. Desse modo, a transmissão de informações erronias significa passar dados equivocados sobre uma situação e anunciar conhecimentos que serão espalhados sobre aspectos que não condizem com a realidade.

Somado a isso, é importante discutir que a excessiva presença das informações falsas na sociedade, resulta em uma grande quantidade de impasses para a população. Além de fazer as pessoas ficarem em dúvida sobre o fato de as notícias serem ou não verdadeiras, essa distribuição de Fake News interfere na credibilidade de jornais profissionais e é configurado como crime. 62% dos brasileiros não conseguem reconhecer uma notícia falsa, revela um estudo desenvolvido pela Kaspersky - empresa global de cibersegurança - isso mostra que mais da metade da população acredita quando recebe informações erradas sobre um assunto, e consequentemente, compartilham, dando sequência a uma maior ampliação do conteúdo.

Portanto, é primordial diminuir todas as repercussões causadas pela distribuição de notícias falsas. Por isso, cabe ao Governo Federal, em conjunto com o Ministério da Educação, promover aulas e campanhas de conscientização - tanto para os alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio, quanto para os adultos que não estão mais inseridos nesse espaço - de forma que incentivem o não compartilhamento de informações em que não possuem dados concretos. Dessa maneira, a dificuldade proposta pelas Fake News será enfrentadas de forma ativa. Só, então, Haverá uma sociedade em que procura relatos antes de passar uma informação adiante.