Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/10/2020

Segundo o sociólogo Émile Durkhein, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” , com várias partes integradas. Desse modo, para que haja coesão, é necessário para que exista harmonia entre as partes. Contudo, no Brasil, atualmente, existe um grande entrave em relação à notícias falsas. Esse quadro é fruto, principalmente, da ineficácia do estado em promover campanhas educacionais voltadas à população, e o fracasso do Estado em punir portais maléficos.

Em primeiro lugar, é necessário destacar que, apesar de a Constituição garantir educação como direito social, não é o que se observa em muitos estados do país em relação à notícias falsas. Isso porque o Estado que, segundo T.H.marshall, tem a responsabilidade de dá aos seus cidadãos o mínimo de bem-estar e segurança econômica, não cumpre com seu papel. Logo, é mister afirmar que esse problema afeta a sociedade como um todo e, por isso, precisa ser combatido.

Em segundo lugar, é indiscutível que o poder público se omite frente ao agravamento da situação. Segundo a constituição, cabe ao estado promover o bem a todos, porém isso não ocorre quando o assunto são portais maléficos que agravam o entrave. Isso ocorre porque o problema maior em, sentido lato, consiste no fato de que a teoria nem sempre é aplicada na prática. Logo, é inaceitável de que essa citação se perpetue na sociedade contemporânea.

Portanto, pode-se inferir que as notícias falsas são um entrave que carece de soluções. Desse modo, cabe ao poder legislativo, órgão responsável pelas regras do país, garantir a proteção da população contra impactos negativos das fake news, por meio da criação de leis que filtrem e punam portais que agravem o problema, afim de assegurar a integridade da sociedade. Só assim observar-se-á uma mudança nesse cenário