Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 05/10/2020
O documentário “O dilema das redes”, original do streaming Netflix, retrata os perigos presentes dentro da World Wide Web e os artifícios usados por empresas nesse ramo para garantir que o usuário seja facilmente persuadido e permaneça nas redes por mais tempo. Paralelo a isso, as chamadas ‘fake news’, notícias falsas que circulam na mídia, são usadas como principais formas de persuasão para guiar a opinião de grande parte da população. Assim, seja por uma reprodução em grande escala, decorrente da facilidade da comunicação, seja por uma necessidade de informação rápida sobre os temas pesquisados, as notícias falsas necessitam ser combatidas.
A princípio, a comunicação entre pessoas de um mesmo país, ou até mesmo com outros lugares do mundo, tornou-se rápida graças a aplicativos voltados a isso, corroborando a disseminação de links com notícias falsas sobre os mais diferentes temas. Dessa forma, segundo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), as ‘fake news’ são divulgadas mais de 60% mais rápidas que notícias verdadeiras no mundo, alavancadas principalmente quando o tema da informação está diretamente relacionada a política. Com isso, faz-se realidade a influência negativa que notícias vindas de fontes não confiáveis geram em todas as camadas da sociedade.
Em segundo lugar, o imediatismo, que é gradativamente parte da sociedade, é fator responsável pela busca de informações de forma rápida, desmerecendo a priorização de fontes confiáveis. Nesse contexto, os resultados buscados em um site de pesquisa podem ser obtidos em questão de segundos, entretanto, é necessária uma atenção redobrada do leitor para atentar-se a detalhes como o site onde a informação está contida, a data de postagem e o autor responsável por ela. Em síntese, é necessário refletir a fala do filósofo Sófocles: “Nada grandioso entra na vida dos mortais sem uma maldição”, em que pode-se correlacionar o advento da internet como algo grandioso para a humanidade como um todo.
Faz-se necessária, portanto, a mudança drástica do cenário atual com relação ao conteúdo informativo que circula nas mídias, tanto televisivas quanto sociais. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação implantar programas e projetos escolares que eduquem acerca do reconhecimento das ‘fake news’, por meio de palestras, que poderão ser abertas aos responsáveis pelos alunos, e folhetins informativos que serão disponibilizados no portal do MEC, a fim de promover a redução do compartilhamento de notícias falsas nas redes sociais e maior consciência dos meios de reconhecimento das características de uma notícia ‘fake’. Só assim, será possível amenizar o problema em questão.