Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 05/10/2020

Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com o perigo das informações falsas torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo compartilhamento de forma inocente, seja pelo compartilhamento com segundas intenções, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro lugar, é necessário destacar que esse sonho de um Brasil perfeito está distante do Brasil real, visto que o compartilhamento de forma inocente leva o país de encontro a essa concepção idealizada por Quaresma. Isso porque, mediante à baixa atuação dos setores governamentais, o cidadão fica à mercê da própria sorte. Segundo a UNESCO, qualquer país só evoluirá quando houver políticas públicas eficazes para combater os problemas sociais. Portanto, o legado de negligência e ignorância frente  à  pessoas mal intencionadas persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento social pleno.

Em segundo lugar, é importante salientar que o compartilhamento com segundas intenções corrobora de forma intensiva para o entrave. Isso porque esse tipo de prática, além de ser considerada um crime, pode causar sérios danos a quem compartilha e até mesmo para o alvo de informações infundadas.. Dessa forma, verifica-se que compartilhar uma mentira pode provocar consequências graves . Nesse sentido, é necessário que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos.

Portanto, faz-se necessário uma intervenção no problema. Assim, especialistas no assunto com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam os perigos da “Fake News”. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciam tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidades, a fim de conscientizar a população sobre as consequências das informações falsas em determinados canais de comunicação. Talvez, assim, seja possível construir um país de que a sociedade pudesse se orgulhar.