Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 07/10/2020
A primeira lei de Newton (lei da inércia) afirma que todo corpo tende a permanecer em movimento, a menos que uma força atue sobre ele modificando o seu deslocamento. De maneira análoga, quando se discute no Brasil sobre os perigos das Fake News na Era da Informação, observa-se a aplicação deste princípio, uma vez que diversas complicações, causadas principalmente pela divulgação de artigos e notícias falsas nas redes sociais, permanecem sem uma intervenção. Diante dessa perspectiva, devem ser analisadas as principais causas dessa problemática.
Num primeiro momento, vê-se que as notícias falsas ganham cada vez mais destaque nas redes sociais. Um exemplo a ser lembrado é o caso divulgado pelo portal de notícias “G1”, em meados de 2013, em que uma mulher foi espancada por seus vizinhos até a morte devido a um boato que se espalhou na internet que a acusava de praticar magia negra. De maneira equivalente, casos como esse têm se tornado cada vez mais comum devido aos malfeitores da internet que criam notícias infundadas e atingem aos internautas que por sua vez, em grande parte dos casos, não verificam as fontes, mas passam adiante, criando um grande aglomerado de falsas informações.
Ademais, muitas “fake news” possuem, não somente uma natureza injuriosa, mas também finalidades financeiras. Levando em consideração que para as pessoas que trabalham com páginas na web, a quantidade de visualizações implica diretamente no valor da monetização, assim como ocorre com empresas como o “Instagram”, é possível afirmar que muitos indivíduos mal intencionados em tempos de crise ou de grande agitação desenvolvem diversos “posts” ou sites para divulgar as falsas informações, visando ganhos mesmo de maneira injusta.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Para tanto, o Ministério da Justiça deve vigorar melhor a lei, por meio da implantação de multas ou até punições mais severas, dependendo do caso, tanto para as empresas, quanto para os internautas que divulgam e/ou até mesmo se aproveitam dessas notícias falsas. Outrossim, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações juntamente com as mídias televisivas poderiam desenvolver uma cartilha para conscientizar a população sobre como acessar e utilizar a internet com segurança. Dessa forma será possível desenvolver uma força que possa intervir nesses problemas.