Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 06/10/2020
Durante a Idade Média, Joana D’Arc foi morta na fogueira pela Igreja católica, após falsos boatos de ser uma bruxa. Apesar de tal fato ter ocorrido há séculos atrás, as “fake news” ainda ocorrem na contemporaneidade, causando transtorno e temor para a sociedade brasileira. Nesse sentido, é válido analisar que tanto o descaso com a veracidade da informação quanto a distorção de liberdade de expressão, adjunto a falta de leis, agravam a disseminação de notícias falsas.
Em primeiro lugar, é preciso atentar que uma das causas que corrobora para o problema é o compartilhamento de informações sem pesquisar a veracidade delas. Isso porque, segundo Gilberto Dimenstein, jornalista e criador do portal Catraca Livre, o grande mal do cidadão é não enxergar as mazelas sociais; sendo assim, não enxergam as mentiras nas notícias que recebem e acabam as compartilhando na rede. Consoante, a estilista Coco Chanel afirma: “O ato mais corajoso é pensar por você mesma. Em voz alta!”, ou seja, os cidadãos devem ter opinião própria, procurar sobre o assunto em sites confiáveis, buscando saber o grau de veracidade da notícia antes de repassá-la, não se deve confiar nas informações apenas porque uma pessoa disse ou postou em uma rede social.
Em segundo lugar, é mister reconhecer que as “fake news” são um crime, não há justificativa de que é apenas uma forma de se expressar. Isso porque, como dizia o filósofo inglês Herbert Spencer “A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro”. Nesse viés, vale destacar que a liberdade de expressão é expressar o que sentimos e o que pensamos, o que não nos dá o direito de mentir ou enganar outras pessoas. Embora, o código penal brasileiro tenha artigos (como o 138 e 139) que afirmam que caluniar e difamar alguém é um crime, ainda não há no Brasil uma legislação específica para punir quem produz e compartilha notícias falsas ou sem embasamento, o que dificulta muito a punição desses crimes.
É notória, portanto, a relevância da medidas capazes de minimizar os impactos dessa problemática. Nessa perspectiva, cabe ao Governo fiscalizar e punir instituições e pessoas que disseminam as “fake news”, através de leis mais específicas, multas e prisão; por meio do aumento da parcela de investimentos com prioridade. Essa iniciativa, tem a finalidade de diminuir a propagação de notícias falsas, uma vez que as pessoas, para não serem punidas, irão tomar cuidado ao compartilhar informações.