Os perigos das Fake News na era da informação
Enviada em 05/10/2020
No filme “V de Vingança”, clássico do gênero ação, a protagonista Evey vive em uma sociedade distópica, que manipula, constantemente, as informações por meio da mídia e influencia negativamente a população a acreditar em noticias falsas. Embora seja uma obra ficcional, na contemporaneidade, as famosas “Fake News” corroboram a fácil manipulação dos indivíduos e contribuem com a sua alienação na comunidade. Desse modo, torna-se premente analisar os principais impactos dessa conjuntura: a perda da autonomia intelectual e a ilusória sensação de adquirir conhecimento.
De acordo com o conceito de menoridade do filósofo Kant, o ser humano é incapaz de fazer o uso do seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. De maneira análoga, a distribuição de notícias falsas, divulgadas pela mídia ou “internet”, pode, infelizmente, contribuir com a corrosão da era da informação, de modo que as pessoas acreditem em inverdades e percam a autonomia intelectual. Além de não questionarem o que lhes forem apresentados. Evidencia-se, assim, que quando a sociedade não faz o uso da sua própria razão, ela é constantemente manipulada pelo meio que está inserida. Ademais, é válido destacar o conceito de tabula rasa do filósofo John Locke. Segundo o pensador, o espírito humano é, desde seu nascimento, como uma tabula rasa, adquirindo todos seus conhecimentos pela experiência. Nesse contexto, a divulgação das “Fake News” compromete a absorção de informações verídicas, ao passo que cria uma ilusória sensação de aprendizado e, consequentemente, prejudique a sapiência social. Logo, verifica-se a importância de difundir a verdade na era do conhecimento, para que a sociedade seja capaz de adquirir informação, de modo que sua “experiência” seja baseada apenas em fatos.
Em suma, os perigos das “Fake news” na era da informação foram comprovados e medidas devem ser tomadas. Urge ao Ministério da Educação incluir na BNCC ( Base Nacional Comum Curricular ) das escolas brasileiras, a matéria de autognose na sociedade hodierna, com o fito de ensinar sobre como os meios digitais e a imprensa podem manipular os indivíduos, além de construir a autonomia intelectual, ao passo que os jovens se questionem sobre as informações divulgadas nas mídias e futuramente absorvam apenas conhecimentos verídicos. Só assim, será possível combater a alienação social, e impedir a ascensão de uma comunidade manipuladora, sinônima a vivida em “V de Vingança”.