Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 11/10/2020

Segundo o dicionário Merriam-Webster, o termo Fake News, que ganhou lugar de destaque nas discussões políticas brasileiras atuais, está presente no vocabulário desde o final do século XIX. Dito isso, percebe-se que essas notícias falsas, apesar da recente popularidade, infligem um direito básico da população - a liberdade de pensamento - há bastante tempo, posto que as Fake News geram diversas adversidades, como: manipulação de pensamentos e incentivo a violência.

Em primeiro momento, é possível entender a manipulação de pensamentos como um grande entrave das Fake News. Tal entrave é evidenciado a partir do cenário eleitoral brasileiro, que apresenta políticos disseminastes de ideias falsas, a fim de atrair e influenciar o pensamento de possíveis votantes. De acordo com Pierre Bourdieu, sociólogo francês, “aquilo que foi criado para se tornar instrumento de democracia direta não deve ser convertida em mecanismo de opressão simbólica”. Assim sendo, as noticias, que deveriam auxiliar a sociedade em suas decisões, oprimem o direito da liberdade de pensamento quando são transformadas e propagadas de maneira enganosa.

Ademais, a violência é outro problema causado pelas notícias falsas. Compreender essa assertiva é reconhecer que algumas informações incorretas despertam ódio em seus leitores, estimulando, assim, violência verbal e física. Como exemplo, tem-se um homem que foi agredido em razão de uma Fake News viral na cidade de Paraibuna. Ele foi apontado como autor de um vídeo divulgado nas redes sociais com imagens erotizadas de uma criança. Diante disso, pode-se afirmar que é inadmissível que casos como esse continuem a ocorrer.

É necessário, portanto, ações suficientemente efetivas para combater os perigos das Fake News na era da informação. Deste modo, cabe então ao Governo, em parceria com as mídias, investir em campanhas, palestras, entre outras coisas, a fim de alertar sobre os perigos das notícias falsas. Além disso, é imprescindível que o Ministério da Justiça e Segurança Pública, mediante verbas governamentais, fiscalize e crie políticas mais rígidas para os autores de tais mentiras compartilhadas nas redes sociais, para que a sociedade entenda a gravidade da disseminação dessas informações falsas.