Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 12/10/2020

Policarpo Quaresma, protagonista da obra-prima de Lima Barreto, era um nacionalista extremado que sonhava com mudanças utópicas para o Brasil e morreu frustrado ao ver que elas não aconteceram. Se vivesse hoje, por certo se decepcionaria ao notar que a sociedade pouco avançou no sentido de uma reflexão ética e moral, haja vistas que entraves, como as Fake News, se fazem presente no corpo brasileiro. Nesse sentido, cabe analisar como as notícias falsas provocam pânico na população e como as redes sociais contribuem para tal consequência.

Observa-se, em primeira instância, que as notícias falsas afetam diariamente grande parte da população brasileira. Sob essa ótica, tal entrave se diverge de utopia de Brasil, narrada por Barreto, na medida em que 7 a cada 10 brasileiros se informam pelas redes sociais e 62% já acreditaram em alguma notícia falsa, de acordo com o site Canaltech. Ademais, na tentativa de melhor se informarem, acabam recorrendo a sites na internet e tomam qualquer informação dada como verídica, sem nem ao menos analisar a fonte da notícia ou a data em que a mesma foi publicada, acarretando desespero na população.

Outrossim, vale ressaltar que as redes sociais, como principal meio de comunicação utilizado atualmente, se tornou uma grande ferramenta de propagação de informações falsas. Além disso, a rapidez com que os veículos de informação transmitem as notícias se torna problemático, visto que não existe um mecanismo que comprove  a veracidade dos fatos apresentados. Dessa forma, as redes sociais mostram-se como um problema para aqueles fazem uso indevido da mesma.

Tendo em vista os fatos supracitados, é notória a necessidade de uma maior averiguação sobre os conteúdos jornalísticos postados on-line. Desta maneira, cabe ao governo, juntamente ao Ministério das Comunicações, a elaboração de projetos que visem amenizar a disseminação das Fake News no meio digital. Cabe ainda ao governo que, através de projetos governamentais, promova campanhas que busquem conscientizar a população a importância de analisar a autenticidade do emissor da mensagem, para que dessa forma, diminua o pânico instalado na sociedade.