Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 12/10/2020

Indubitavelmente, a internet impulsionou as formas de comunicação interpessoais, tornando-as mais práticas e acessíveis em qualquer lugar do globo. Todavia, é necessário debater sobre como tal ferramenta pode influenciar negativamente no cotidiano de uma sociedade através das Fake News, termo em inglês para notícias falsas e de procedência desconhecida  divulgadas em redes sociais.

Todos os dias, milhares de informações circulam nas telas de smartphones e computadores, sendo passadas a frente pelo receptor e gerando maior engajamento a notícias que não sabe-se ao menos se são verdadeiras ou não. Ademais, tais informações com fontes desconhecidas podem acarretar histerias coletivas devido a desinformação dos receptores acerca de determinado assunto.

Por exemplo, no dia 26 de fevereiro de 1998 em Londres, surgiu um boato de que a vacinação em crianças causaria autismo, o que fez com que os índices de vacinação no Reino Unido caíssem drasticamente, e mais tarde, no mundo todo, causando desconfiança nos pais que deixaram de vacinar suas crianças, botando a vida das mesmas em risco por causa de informações sem fundamentação científica.

Pode-se observar também, que os alvos das Fake News são majoritariamente indivíduos com pouca escolaridade, pois estes se tornam facilmente manipuláveis devido ao desconhecimento de determinados assuntos, fazendo com que acreditem em quaisquer informações que lhe são apresentadas, principalmente em grupos de conversa e redes sociais de interação.

É de extrema urgência que canais de comunicação, como televisão, rádio e mídias digitais alarmem a população dos riscos da disseminação de Fake News, através de políticas públicas, propagandas com o objetivo de incentivar os cidadãos a pesquisarem a procedência das informações que lhes foram repassadas, almejando sempre uma sociedade isenta de histerias coletivas provocadas por notícias falsas.