Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 11/10/2020

Joana D’Arc foi morta na fogueira pela igreja católica, durante a Idade Média, após falsos boatos de ser uma bruxa. No entanto, apesar de tal fato datar séculos antepassados, as “Fake News” ainda percorrem na sociedade brasileira, causando alguns transtornos para as pessoas. Nesse sentido, devem ser analisadas  as principais causas dessa problemática.

Vale ressaltar que as notícias falsas ganham cada vez mais destaques nas redes sociais. Um exemplo disso foi da mulher espancada e morta por moradores do Guarujá em São Paulo após circular falsas noticias pelas redes sociais de que a dona de casa sequestrava crianças e matava em rituais de magia negra. Paralelo a isso, estão cada vez mais frequentes casos como esse, porque muitos “vilões” da internet criam notícias inválidas, as pessoas não verificam a fonte, repassam a matéria e estas se espalham rapidamente no “mundo digital”. Dessa maneira, não é à toa que Hitler já usava essa ideologia para propagar sua imagem durante a 2° Guerra Mundial.

Além disso, vale frisar que a mídia é umas das propulsoras do problema. A circulação de fake news tem se tornado um grande lucro para empresas que se utilizam desse artifício, por exemplo, uma menina com câncer que ganha 0,10 centavos por cada compartilhamento, dicas sobre um remédio proibido que emagrece muito em pouco tempo e falsos produto são manchetes fictícias que estão lucrando em cima da falta de bom senso das pessoas, para venderem seus produtos ou divulgarem suas páginas. Conforme afirmava os filósofos Adorno e Horkheimer o sistema capitalista implanta a necessidade de consumo ligada à pseudo-felicidade. Esclarecendo esse conceito, o tecido social fica alienado, influenciado pelo compartilhamento mentiroso e circula cada vez mais essas manchetes.

As Fake News, entretanto, representam um impasse na sociedade brasileira. Portanto  o Ministério da Justiça deve vigorar melhor a lei, por meio da implantação de multas ou até mesmo prisão, dependendo da gravidade do caso, tanto para as empresas, quanto para os navegantes que cometerem esse crime. Além disso, as ONGs, junto à mídia, devem criar uma cartilha para conscientizar a população sobre como acessar com segurança na internet, que se chamaria, por exemplo, “05 dicas de como não cair em uma Fake News”. Nela, os internautas seriam guiados a olhar a fonte, as datas e todas as informações importantes do site, a fim de comprovar sua autenticidade. Por último, o Poder Legislativo deve investigar todos os casos de grande, média e pequena percussão das Fake News, como o ocorrido em São Paulo, para julgar e punir os agressores que estão atrás das telas. Talvez, dessa forma, as notícias falsas fiquem apenas no contexto histórico e não se tornem cada vez mais divulgada no meio social.