Os perigos das Fake News na era da informação

Enviada em 12/10/2020

A internet teve sua origem durante a Guerra Fria, criada para fins militares, pois seria uma das formas de os norte-americanos manterem contato caso ocorresse algum imprevisto com os meios de comunicação convencionais. Anos se passaram e hoje ela é acessível para a grande maioria das pessoas. No Brasil, o número de usuários de internet em 2019 chegou a 134 milhões, segundo pesquisa do TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet (CGI.br). Porém, ela começou a ser utilizada como propagadora de desinformação, o que tem sido uma problemática enorme e que merece atenção.

As redes sociais, como o Facebook e Instagram, derrubaram fronteiras e ofereceram acesso rápido, não importando de que parte do mundo vêm as notícias. Essa facilidade de comunicação deu espaço para que a Internet se torne alvo de pessoas que usam de seus benefícios para criar notícias falsas, o que pode causar sérios problemas a quem acredita nessas informações e as prejudiquem, visto que uma Fake News é compartilhada e cada vez mais pessoas leem-na, ficando difícil de reverter o estrago.  A confusão gerada por essas notícias faz com que os veículos de notícia percam a confiança do público e tenham que se esforçar para se manterem credibilizadas. Dando como exemplo, na área da saúde não são raras as informações falsas sobre epidemias ou a propaganda de soluções “mágicas” para determinadas enfermidades e doenças.

As informações falsas fornecem um desserviço à sociedade atual. Por exemplo, originário de uma notícia falsa, o movimento antivacina vem contribuindo para o aumento de surtos de sarampo no Brasil. Diante disso, é necessário que as desinformações sejam extintas para que não surjam movimentos similares a este, que contribuem para a proliferação de enfermidades. Conforme pesquisas divulgadas pela UNICAMP, em 2015, a cada 100 pessoas, 80 compartilham sem ao menos checar se o conteúdo é verídico. De modo que, calúnia e difamação vão se espalhando como um vírus dentro da sociedade.

Diante dos fatos apresentados, fica explícito o dever do estado de, além de buscar dar mais acesso à internet àqueles que não o têm, aliar isso a uma educação digital em casa e nas escolas, por meio de aulas de informática e de instrução sobre o uso das redes. Deve-se também investir melhor em campanhas que busquem conscientizar a população sobre tal problemática, ainda mais em vésperas de eleições, onde muitos utilizam de Fake News para caluniar candidatos. O Brasil deve criar uma lei que dê aos juízes o poder de retirar sites e contas das redes sociais que contenham notícias falsas, assim como a França. Com tais atitudes, poderíamos caminhar para um futuro onde as pessoas usem a Internet como algo saudável e que ela possa voltar a ser um lugar confiável de se informar.